Abaixo, uma breve lista de dicas preciosas para incentivar sua saúde a partir daquilo que você come e bebe.
Não fique sem comer
Sinta prazer comendo
Busque alimentos naturais, de preferência orgânicos
Escolha o lugar certo para comer
Fuja da farinha
Tenha uma alimentação variada e balanceada
Estabeleça metas para a semana
Seja persistente em suas metas
Escreva sobre suas refeições
Hidrate-se
Ataque as frutas
Deixe o açúcar de lado
Consumir alimentos fontes de antioxidantes
Saiba o que você está comendo
Saiba combinar os alimentos
Coma sem medo
Procure o que você gosta
As dicas acima foram dadas pelas nutricionistas Ana Maria Roma Devorais, Camila Leonel, Daniela Jobst, Rosana Farah, Roberta Stella, Roberta De Lucena Ferretti, Lidiane Martins, Daniela Cyrulin e Carla Fiorillo.
Para ver mais detalhes sobre o que elas falam sobre alimentação saudável, veja na matéria do Minha Vida - saúde, alimentação e bem estar.
E na infância, como deve ser uma alimentação adequada?
Estudos da Sociedade de Pediatria Brasileira revelam que o excesso de peso em crianças varia de 10 a 33% dependendo da região.
Essa preocupação gerou um projeto aprovado na Comissão e Constituição de Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, que obriga as cantinas de escola e creches a oferecer apenas alimentos saudáveis.
Houve também a proposta para regulamentar a publicidade de alimentos não saudáveis, que chamavam a atenção de crianças, por serem bem mostrados de forma bem mais atraente, do que os nutritivos. Iniciativa da Anvisa, discutida durante um encontro da Ogranização Mudnial de Saúde em Genebra, afirmando que os riscos causados pela influência da publicidade para que as crianças consumam determinados alimentos é uma questão de saúde pública.
Apesar dessa proposta de restringir os comerciais para crianças receber críticas das empresas de alimentos infantis, alegando que propaganda de outros produtos que podem fazer mal à saúde, como bebidas alcoólicas, não passam pela mesma regulamentação. Alguns países já têm colocado em prática regras para amenizar o quadro de obesidade infatil, como a Inglaterra, Suécia e Noruega, que proibem a veiculação de propagandas de alimentos com alto teor de açúcar e gordura para crianças na TV. Nos EUA, a Califórnia proibiu a venda de brinquedos nas principais redes de fast food, enquanto em Nova Iorque está sendo discutida uma taxa de obesidade, a ser cobrado a partir de refrigerantes que contém muito açúcar, a bebida mais consumida e principal agente da obesidade infantil.
Mas essas regras não resolvem o problema, que continua em casas aonde os pais não são conscientes da importância de uma boa alimentação e não adotam práticas saudáveis. Apesar da publicidade dos alimentos açucarados e gordurosos, se os pais acostumam seus filhos com frutas e verduras, eles passarão a gostar desse tipo de comida.
O que podemos ver nos mercados e lanchonetes é uma condescendência de alguns pais que oferecem alimentos ricos em gorduras e açúcares e pobres em nutrientes para seus filhos. Um bom exemplo é a mãe de trigêmeos na Inglaterra que dava batata-frita e comida congelada aos filhos de apenas seis meses.
Uma alimentação correta começa em casa e desde cedo. É muito importante oferecer alimentos nutritivos e basear a alimentação infantil em frutas, sucos, legumes, verduras, carnes magras, grãos e cereais integrais. O principal problema do sobrepeso ainda na infância, é que isto pode acarretar problemas de saúde mais sérios ao longo dos anos, mesmo que a criança pareça saudável. Enquanto que a desnutrição, por falta de alimentos saudáveis e não por falta de comida em si, deixa a criança vulnerável a todo tipo de doença comum, como gripes, pode provocar problemas respiratórios e distúrbios do sono.
A ilustração abaixo demonstra o que seria uma alimentção saudável e equilibrada.

(http://vgitana.blogspot.com/2009/11/conexao-alimentacao-beleza-e-saude.html)
Os doces estão no topo, não há frituras, e quantidade de carne é bem pequena em relação à frutas e aos legumes. Como é afirmado no site da Secretaria de Recursos Humanos, não basta impor isto às crianças, se deve explicar a importância desse hábito em suas vidas.
Alimentação Viva
Em que consiste a alimentação viva? Além de ser vegana, ou seja, não se consome carne nem nada de origem animal, como ovos e leite, os alimentos também não podem ser cozidos, devem ser consumidos crus, ou então passar por um processo natural de desidratação.
Essa prática pode ser um tanto difícil de aplicar no dia-a-dia, principalmente no meio urbano, pois exige dedicação, o que demanda certo tempo, coisa rara nas cidades. O ideal é que os alimentos sejam orgânicos, mais ainda se você mesmo os plantou para consumo próprio e de sua família e amigos.
Na PUC Rio existe a Feira do Desenho Vivo, que acontece todas as quintas pela manhã, se extendendo até início da tarde. Sob o comando de Ana Branco, professora do departamento de artes e design, é possível degustar alguns pratos vivos e a "estrela" da mostra, que é o suco de luz. Todas as barraquinhas são montadas com suporte de bambu, e também é possível comprar artigos para o preparo dos pratos e suco de luz em sua casa, dentre outras coisas como o Abiosorvente, um absorvente reutilizável, e sustentável, feito com algodão orgânico.
Ana também oferece um curso aberto, sobre alimentação viva e biochip, que nesse caso nada tem a ver com tecnologia de ponta, mas com tecnologia natural, nossa integração com a terra e seus produtos, como explica no trecho retirado do site do curso:
"Biochip é um grupo aberto de estudo, pesquisa e desenho, que investiga as cores e a recuperação das informações presentes nos modelos vivos: hortaliças, sementes e frutos. A pesquisa Biochip encontra ressonância e analogia com a prática da Agricultura Ecológica em relação à Terra. "
Para mais informações sobre alimentação viva e biochip acesse o site da Ana Branco: http://wwwusers.rdc.puc-rio.br/anabranc
Abaixo, segue vídeo sobre como fazer o suco da luz do sol:
Essa dica retirada do Blog Planeta Sustentável é especialmente para os Veganos, que escolheram não consumir nenhum produto de origem animel
9 produtos que contém ingredientes vindos de animais (e você nem sabia)
Artigos simples, como sacolinhas de plástico e pneus de bicicleta são feitos com algum produto de origem animal. Segundo a OFAC (Conselho de Pecuária de Ontário, no Canadá), dos animais presentes na alimentação humana, 45% é utilizado para fabricar artigos não-comestíveis.
Sacolas Plásticas
Muitos tipos de plástico, inclusive as sacolinhas de supermercado, contém um ingrediente que diminui o efeito estático que o material pode causar: gordura animal. Mais um motivo para usar uma ecobag.
Pneus de carro e de bicicleta
Para se certificar que seu meio de transporte é livre de produtos animais, cheque se o fabricante utiliza a versão vegetal do ácido esteárico, usado para conservar a forma do pneu sob atrito intenso. Segundo lista do fórum de Malhação Vegana (em inglês), a Michelin é animal-free.
Cola de madeira usada em instrumentos musicais
Aparentemente, a cola feita com ossos e tecido conjuntivo cozidos é o melhor adesivo para fixar violinos, pianos e outros instrumentos musicais feitos de madeira. Além disso, ela também é usada pelos carpinteiros para colar mesas, portas, armários… Existe uma cola sintética, mas, para saber qual foi utilizada, só perguntando ao fabricante.
Biocombustível
Tá pensando que só existe álcool de cana de açúcar e biodiesel de óleo de mamona? Ele também pode ser feito com gordura de carne de boi e de frango. Bizarro.
Fogos de artifício
Além de fazerem mal para o meio ambiente (a fumaça polui o ar e carrega metais tóxicos, que contaminam o solo e a água), eles também têm ácido esteárico em sua fórmula – e não dá pra saber se eles são de origem animal ou vegetal…
Amaciante de roupas
Ele contém dihydrogenated tallow dimethyl ammonium chloride em sua fórmula. Esse derivado da amônia vem das ovelhas, cavalos e vacas. Melhor ficar com as roupas menos macias, caro vegano.
Shampoo e condicionador
Sim, eles contém mais de 20 ingredientes vindos de animais! “Pantenol”, “aminoácidos” e “vitamina B”, por exemplo, podem ter origem animal ou vegetal. A melhor forma de saber com certeza é procurando marcas veganas. O site Guia Vegano recomenda a marca Surya, que tem certificação e tudo.
Pasta de dentes
A glicerina, também presente no shampoo e condicionador, pode ter origem animal e vegetal. Tente marcas veganas, como a Contente, Condor, Welleda e Natura.
Açúcar branco e mascavo
Por essa você não esperava! Algumas marcas utilizam cinzas purificadas feitas com ossos no refinamento do açúcar. Há como fazer o mesmo processo com carbono granulado ou um sistema de troca de íons. Opte por açúcar cristal orgânico, se ficar na dúvida.
No site da AKATU econtramos mais uma ótima dica de produtos orgânicos:
Fornecedor entrega orgânicos sob medida e evita formação de estoques
Produção só é retirada da horta depois de feito o pedido e nas quantidades solicitadas
Rogério Ferro, da equipe Akatu
Há 11 anos, quando decidiu comercializar produtos orgânicos e naturais, o empresário Sílvio Vieira, 54 anos, resolveu que o faria sem desperdícios. “Era muito comum ver alimentos sendo jogados fora por falta de planejamento na produção e essa realidade não mudou muito”, afirma. “Quis fazer diferente”, completa.
Por isso, agora Vieira compra produtos ainda plantados em hortas de pequenos produtores e só os retira sob encomenda e nas quantidades solicitadas por seus clientes, que recebem os alimentos em casa. Desse modo, garante alimentos bem fresquinhos e naturais e evita a formação de estoques na cadeia produtiva, uma das principais causas do desperdício.
Vieira é proprietário da Sabor Natural, loja localizada na Zona Norte de São Paulo, mas que faz grande parte das suas vendas pela internet. A empresa fornece mais de 500 produtos a famílias, restaurantes e pequenas lojas da cidade. A loja vende produtos de hortifrúti como frutas, legumes e raízes; cereais como arroz integral e feijões; ovos e leite; além de alimentos processados como pães, bolos, sucos e derivados da soja orgânica.
A Sabor Natural atua na cadeia como intermediária entre os pequenos produtores e os consumidores finais.
“Atendo a mais de 120 pedidos por semana. É um trabalho difícil e minucioso, por isso, só é possível fazer quando se acredita realmente nos benefícios de preservar os recursos naturais” afirma o empresário. “Trabalhava na iniciativa privada, mas pedi as contas na empresa onde trabalhava para me dedicar exclusivamente a este negócio, porque acredito que é uma atividade importante para a sustentabilidade do planeta”.
Os pedidos podem ser feitos pela internet ou por telefone com, pelo menos, dois dias de antecedência. Antes de solicitar e entrega, o consumidor deve consultar as rotas, dias e horários de entrega, que estão definidas e descritas no site da empresa. “Isso me dá tempo para encomendar dos produtores apenas o que é demandado pelos meus clientes”, explica Vieira. “Por outro lado, a pessoa precisa se planejar antes de comprar. É praticamente impossível comprar por impulso. Esse fator reduz a possibilidade de desperdício porque não há necessidade de estocar alimentos em casa”, explica Vieira.
“É um pouco difícil no começo, principalmente por causa do preço dos produtos, que são mais caros. Mas para ter a recompensa de receber na sua casa produtos frescos e de qualidade, na quantidade certa, vale o esforço do planejamento, que rapidamente entra na rotina”, conta a pedagoga Sílvia Scuracchio, cliente da Sabor Natural há 10 anos. “A grande vantagem é que você não precisa estocar os alimentos. Eu recebo os produtos duas vezes por semana e sempre de acordo com o cardápio previamente estabelecido”, explica a empresária Elena Martins, proprietária de um restaurante que tem como fornecedor a Sabor Natural.
Segundo vieira, os produtos orgânicos e naturais que comercializa, são, em geral, 35% a 45% mais caros que os convencionais.
Educação para consumo consciente de alimentos
O empresário afirma que em sua cadeia produtiva, o desperdício é praticamente zero, entretanto, não é possível saber se dentro de casa se dá a continuidade desse processo. “Por isso, recentemente apostamos na educação dos consumidores finais para o combate ao desperdício. Neste semestre, oferecemos palestras em escolas para crianças, ensinando a necessidade de preservar os recursos e consumir com consciência”, explica.
“Além disso, estamos montando, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Instituto Kairós, a organização não governamental alemã GTZ e outras entidades, oficinas e cursos de educação para o consumo consciente de alimentos”, afirma. As formações serão oferecidas a donas de casa, chefes de cozinha e outras entidades interessadas.
O projeto também tem como foco a promoção do consumo de produtos nacionais. “Importamos produtos que temos aqui no Brasil a pagamos mais caro. Tudo isso por falta de conhecimento. Isso é lago que pode ser facilmente evitado, valorizando o produto nacional”.
Produtos orgânicos
Para que um produto seja certificado como orgânico, vários critérios devem ser respeitados pelos produtores, tais como: não usar agrotóxicos nem fertilizantes químicos, respeitar as legislações trabalhista e ambiental, fazer o manejo sustentável dos recursos naturais e dos resíduos gerados na produção.
Em 2009, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) lançou a cartilha O Olho do Consumidor para divulgar informações sobre os produtos orgânicos ao público geral. A cartilha explica também o que é o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (Sisorg), que regulamenta a certificação desses produtos no Brasil.
Os produtos serão assim classificados:
- Orgânico: produtos com no mínimo 95% de ingredientes orgânicos e que não contenham ingredientes transgênicos;
- Produtos com ingredientes orgânicos: que tenham entre 70% e 95% de ingredientes orgânicos;
- Não-orgânicos: produtos com menos de 70% de ingredientes orgânicos.
Somente os produtos classificados como orgânicos poderão receber o selo de identificação do Sisorg, com os dizeres “Produto Orgânico Brasil”.
Segundo o Mapa, a grande vantagem dos alimentos orgânicos passa pelo fato de serem mais enriquecidos de nutrientes, uma vez que a terra utilizada no seu cultivo é fértil e natural e não há nenhuma interferência de substâncias químicas no processo.
Conheça o blog do Mundo Verde, loja especializada em alimentação saudável.
No Portal Orgânico você encontra uma BUSCA para achar locais que vendem produtos orgânicos por todo o Brasil.
No Planeta Sustentável existe um teste para saber se você se alimenta de forma saudável.
Fontes: Planeta Sustentável, G1, CNN, Parenting Without Tears, Jornal Conversa Pesso, Planeta Sustentável
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Enviado por Equipe GreenNation