"Não gosto de verde, legume é ruim, fruta é sem graça, prefiro iogurte!"; esses são alguns argumentos que escutamos das crianças na hora das principais refeições do dia. Um momento que deveria ser de união e vitalidade muitas vezes se torna um sacrifício na hora da escolha dos alimentos.
A arte é um ofício que desperta interesse no ser humano, em especial nas crianças. E através do alimento vivo é possível criar, sentir, energizar e conscientizar a juventude da importância do contato com a terra e dos alimentos integrais na saúde e na sustentabilidade do planeta. Segundo a educadora em alimentação viva formada pelo Terrapia, Juliana Malhardes, essa educação alimentar é um caminho de reflexão sobre como contribuir para a preservação ambiental focando o cuidado com a própria saúde, onde o corpo, como parte da Terra, é visto como um ecossistema vivo, formado por rios, lagos e montanhas, cuja importância da água, do ar e da terra é igualmente vital.
Seja por excesso de trabalho, atividades fora de casa, falta de paciência, influência de propagandas, entre outros motivos, boa parte da população está com a rotina alimentar desvirtuada e acaba consumindo produtos com baixo valor biológico e pouco nutritivos. Se o jovem é influenciado desde a infância a plantar vegetais, colher, germinar sementes, fazer comida e montar o próprio prato em conjunto com a família ou grupo de amigos, a proximidade e o respeito ao meio ambiente fica muito mais evidente.
Quando preferimos produtos da terra ecologicamente cultivados, é possível elevar a imunidade ao mesmo tempo que atuamos de forma ativa na preservação da terra. Não é necessário se filiar a nenhum grupo ecológico, basta que cada um faça a sua parte e passe a tomar consciência de que somos responsáveis por tudo que consumimos e todo o lixo que geramos. De acordo com a nutricionista e educadora em alimentação viva formada pelo Terrapia, Fernandah Brener, o conceito de lixo que a maior parte da população tem é de algo fétido, repugnante, podre, que ensacamos e mandamos para bem longe. Porém, na alimentação viva, o lixo nada mais é que um amigo. Restos de frutas e legumes, cascas de sementes, bagaço de frutas, tudo retorna a terra para se decompor e gerar nova terra, por meio de composteiras.
Abaixo segue o vídeo Germinando com Juliana Malhardes
Fontes: Alimentação viva
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Enviado por Equipe GreenNation