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Tóquio quer cooperar com países que compartilham florestas da Amazônia


Tóquio quer cooperar com países que compartilham florestas da Amazônia
Durante a cúpula da biodiversidade que acontece na cidade japonesa de Nagoia, o governo Japonês demonstrou interesse em atuar em conjunto com os países que dividem as florestas da Amazônia para mitigar os efeitos da mudança climática. A Amazônia, considerada o pulmão do mundo, tem uma extensão de 4,1 milhões de hectares, mas está perdendo rapidamente suas árvores pelo desmatamento.
 

Em entrevista, o diretor da Divisão de Mudança Climática, Takehiro Kano, disse "Estamos interessados em trabalhar com os países latino-americanos que compartilham as florestas amazônicas. Acabamos de começar a fazê-lo".
Por intermédio do REDD, com o apoio de países como o Japão e França, deverá começar no próximo ano a atuação no Brasil para a proteção das florestas, explicou Kano.
 

Kano explicou que, na Conferência das Partes da Convenção da Organização das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP-10), serão analisados os diversos aspectos da associação com Papua Nova Guiné como parte do programa das Nações Unidas de Redução de Emissões Oriundas por Desmatamento e Degradação das Florestas (REDD).
 

A destruição florestal do planeta representa 20% das emissões anuais de carbono em nível mundial. Kano lembrou que o Protocolo de Quioto em 1997 não inclui as emissões de gases poluentes de países emergentes, entre estes China, Índia, África do Sul, Brasil e México, que atualmente têm grande peso na economia do planeta. "Nenhum desses países têm obrigações para reduzir ou mitigar a mudança climática", ressaltou.

Saiba mais sobre o assunto em Folha.com.


25 de outubro de 2010