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Sustentabilidade: Olimpíadas de Londres falham em alguns pontos


Os ingleses devem entrar para história como os primeiros a buscar a sustentabilidade em toda a trajetória dos Jogos Olímpicos. Muitas medidas adotadas pela comissão organizadora de Londres na construção da sede dos jogos são consideradas "verdes" e servem de inspiração para sedes futuras, como o Brasil.

Porém, nem tudo são flores nas Olimpíadas de Londres. A poluição deixou de ser gerenciada, e, apesar dos esforços dos governantes, houve falhas sobre a redução dos impactos ambientais. Veja o que faltou:

Patrocinadores insustentáveis - A parceria com a empresa do setor químico Dow Chemical para o Estádio Olímpico foi criticada . A corporação, dona da Union Carbide, empresa responsável pelo acidente de Bophal, na Índia, é acusada de associar sua marca aos jogos para fazer “greenwashing”, marketing verde, de fachada. Outras empresas patrocinadoras, como a BP, Coca-Cola, Mc Donald’s, Dow Chemical e a Rio Tinto também geraram polêmicas.

Medalhas poluentes - Desenvolvida pela empresa Rio Tinto, as medalhas foram alvo de criticas por alguns ativistas ambientais. Eles afirmam que a mineradora polui o ar e água com suas atividades, colocando vidas em risco. A empresa forneceu oito toneladas de ouro, prata e bronze para fazer cerca de 4,7 mil medalhas utilizadas nos jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

Energia limpa - Um relatório da WWF mostrou  que uma das falhas das “Olimpíadas Verdes” foi o baixo investimento em energia renovável. Segundo a organização, o evento não cumpriu a promessa feita quando a cidade foi eleita sede das Olimpíadas, em 2005, de garantir que ao menos 20% da energia que supriria o parque olímpico viria de fontes de energia limpa instaladas em regiões próximas. Somente 9% da energia produzida localmente será renovável. Para minimizar a situação, uma semana após o início dos jogos, o Parque Olímpico de Londres recebeu sete turbinas eólicas. O sistema fornece 40% da energia necessária para iluminação das instalações olímpicas.

Repressão ao Cicloativismo - Diferente do que foi falado sobre o encorajamento para que o público abandonasse o carro e fosse de bicicleta ou a pé para os jogos, a polícia londrina reprimiu um dos movimentos de cicloativismo mais tradicionais do mundo, o Critical Mass, no dia da abertura dos jogos. O encontro realizado mensalmente em Londres, sempre na última sexta-feira, com o propósito de difundir o uso das bicicletas como meio de transporte sustentável, teve 182 pessoas presas.

Fonte:
Envolverde


09 de agosto de 2012