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Réveillon de Copacabana recebe alerta sobre fogos poluentes


A virada sustentável que a prefeitura quer promover em Copacabana, que usa como tema a Conferência de Meio Ambiente Rio+20 parece não ser totalmente ecológica.  A responsável pela queima de fogos, Vivian Pires, planejou o show de luzes iniciando com uma cascata de fogos verdes. Esse tipo de material contém nitrato de bário, considerado por especialistas como o mais poluente entre todos os produtos químicos para colorir fogos.

O que chamou atenção foi o efeito verde altamente poluente que festejará um evento ambiental internacional. De acordo com os químicos George Steinhauser (austríaco) e Thomas M. Klapötke (alemão), especializados em Química Aplicada,  de todas as substâncias tóxicas, o nitrato de bário é o que produz o efeito químico esverdeado mais sujo de todas as bombas.

Segundo o secretário municipal de turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello, o espetáculo foi planejado desde setembro e será mantido no mesmo formato. Ele alegou que o mais importante é esta será a primeira virada de Copacabana a receber compensação ambiental pela emissão de gases do efeito estufa. E destacou que espécies nativas da Mata Atlântica serão plantadas na bacia do Rio Guandu, em Miguel Pereira, que abastece os mananciais da água potável da capital.

O evento recebeu criticas do analista ambiental Rogério Rocco, do Instituto Chico Mendes. Segundo Rocco, o Brasil não tem propostas claras para a preservação ambiental e o réveillon será mais uma das demonstrações disso.

Já o assessor de meio ambiente da prefeitura do Rio, Sérgio Bessermann, o modelo de exploração do planeta deve ser repensado. Ele alertou que além da poluição dos fogos de artifício, também tem o problema da nafta da aviação para chegarem até o rio, que é uma das mais poluentes do mundo.

Fonte:
Globo


28 de dezembro de 2011