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Reflorestamento com eucalipto recebe Certificado de CO2 temporário


 

Pela primeira vez no mundo um projeto de reflorestamento no Brasil obteve Certificado de Redução de Emissões temporários (CERs, em inglês). Nomeado Plantar, a ação conseguiu 4,1 milhões de créditos de carbono emitidos para a iniciativa na sexta-feira, 13 de abril, por meio da Organização das Nações Unidas (ONU)
 
O projeto gera CERs plantando eucalipto para suprir o uso de carvão vegetal na indústria de ferro e aço do Brasil e servir de escoadouros de carbono. Segundo os administradores,  a iniciativa reduzirá a concentração de CO2 na atmosfera em, aproximadamente, 12,8 milhões de toneladas, ao longo de 28 anos. O projeto é apoiado por fundos do Banco Mundial desde 2001.
 
Para elaborar o projeto, a Plantar Carbon utiliza uma área plantada de 11 mil hectares de eucalipto (de um total de 23 mil hectares). Dentre as determinações do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) está o o reflorestamento que aproveite metade da extensão dos locais de pastagens, no intuito de não estimular o desmatamento para esse fim. Futuramente,  a madeira que será formada originará o carvão vegetal, que contribuirá para a produção siderúrgica de ferro-gusa.
 
Com o intuito de adequar todas as economias desenvolvidas às reduções dos Gases de Efeito Estufa (GEE's), foi criado, no âmbito do Protocolo de Kyoto, o MDL. Através dele, é possível ter as reduções certificadas de emissões, os chamados créditos de carbono, com projetos sustentáveis e comercializá-los no mercado internacional.
 
Esses certificados temporários são emitidos a projetos de reflorestamento enquadrados sob o MDL, para representar a não permanência desses tipos de atividades. Esse certificado será expirado no no fim do Protocolo de Kyoto (dezembro de 2012).
 
Fonte:


17 de abril de 2012