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Queda no consumo de produtos "verdes" nos EUA


A Advertising Age publicou matéria entitulada "O verde que não cola mais" que chama atenção para o declínio nas vendas de importantes linhas ecologicamente corretas norte americanas.

Isto acontece por vários motivos; o principal deles é o aumento do ceticismo entre os consumidores dos Estados Unidos. Eles consideram o preço alto demais, afirmam que os produtos não funcionam tão bem quanto os convencionais, não concordam que os produtos são realmente melhores para o meio ambiente e que as marcas falam mais do que fazem pela questão ambiental.

Outro ponto a ser considerado na análise é que são produtos novos; recentemente introduzidos no mercado que ganha maturidade e a confiança dos consumidores aos poucos.

O consultor Eric Ryan compara o segmento ao dos novos produtos de tecnologia. A necessidade não é muito clara, as expectativas são "infladas" e, ao comprar e usar o produto, o consumidor pode ficar desiludido.

Mas, com o fim do encanto, o caminho da produtividade pode revelar boas oportunidades para os empresários perseverantes.

Teorias estratégicas a parte, a realidade é de queda nos lucros para importantes linhas como os produtos de limpeza "verdes" (Clorox Green Works, Nature's Source da SC Johnson etc). Aqueles que continuaram a lucrar reduziram preços e entregaram custo benefício mais alinhado a expectativa do consumidor.

A venda de carros híbridos também não cresceu. Segundo a HybridCars, enquanto o mercado geral sobe 10%, o mercado dos carros "verdes" cai 10%.

Para melhorar a situação dos produtores que optam por linhas ambientalmente corretas se faz necessário tornar a comunicação com o cliente mais sincera, clara e "comprovável". Além disso, todo o composto de marketing deve ser repensado para satisfazer o cliente e viabilizar o produto.

De qualquer forma, a busca por um estilo de vida sustentável continua sendo algo importante para muitas pessoas. Mercado é o que não falta!

O que escrevi diz respeito aos EUA. Trata-se, porém, de uma lição importante que deve ser considerada no Brasil também.


27 de novembro de 2010