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Projeto Replantando Vida capacita presos como agentes de reflorestamento



A CEDAE desenvolve há 10 anos um projeto no Rio de Janeiro  que já capacitou mais  2000 presidiários como agentes de reflorestamento. Nomeado Replantando Vida, a ação tem como objetivo promover a ressocialização de apenados dos regimes aberto e semiaberto do sistema prisional através da utilização de sua mão de obra no trabalho de replantio de espécies nativas da Mata Atlântica às margens dos rios Macacu, em Cachoeiras de Macacu, e Guandu; no Morro Luís Garapa, em Campo Grande; e na Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Alegria, no Caju.

De acordo com Alcione Duarte, coordenador do projeto Replantando Vida, a cada dia trabalhado é descontado um dia da pena. “Os presos têm direito de receber 3/4 do salário mínimo, mas nós fazemos questão de pagar um salário mínimo e damos também auxílio passagem. Com isso, temos um custo de R$ 800 por detento, o que significa metade do custo de uma contratação formal. Uma parte da renda recebida pelos presos é revertida para a família. Percebemos que eles valorizam a oportunidade, porque ninguém quer dar trabalho para ex-presidiário. Quando os detentos cumprem a pena, temos que desligá-los do programa, mas, via de regra, eles já saem contratados pela CEDAE” - disse.

Ministrado  pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o curso promove a qualificação profissional dos apenados, que recebem mais de mil horas de estudos técnicos e práticos. Além das atividades de replantio, os internos são selecionados para trabalhar na construção e manutenção de incubadoras de mudas.

Fonte:
TV GLOBO


04 de janeiro de 2012