GreenNation

A sustentabilidade é uma atitude.

Notícias

Preservação dos oceanos: ponto ainda sem acordo na Rio+20




Tópicos fundamentais alinhados a conversavação da biodiversidade em alto-mar ainda precisam ser esclarecidos na Rio+20. Formalmente, o grupo de trabalho que prepara o documento a respeito do tema continua aberto, mas negociadores que participam das reuniões dizem que talvez não haja sequer novos encontros.

Para ambientalistas, o regime internacional atual de conservação e proteção da biodiversidade nos oceanos é fragmentado e insuficiente. Eles alegam que seguir em frente com essa temática seria um dos mais importantes legados da Rio+20.  Como a discussão não avança, deverá caber aos chefes de Estado tomar a decisão final, entre os dias 20 e 22.

De acordo com  Matthew Gianni, consultor político da coalizão de ONGs Deepsea Conservation, mesmo se essa questão for resolvida ainda haverá um longo caminho a percorrer. Mas se ficar faltando algum ponto, inclusive o novo tratado para alto-mar, a Rio+20 ficará muito abaixo do que deveria. " As negociações só não foram formalmente interrompidas por causa da tentativa do governo brasileiro de apresentar aos chefes de Estado um texto limpo. Mas não deve sequer haver nova reunião formal entre os negociadores" - disse.

A Deep Sea Conservation Coalition junto com a High Seas Alliance (que reúne organizações em defesa dos oceanos), publicou uma nota neste último sábado, 16, alegando que criar mecanismos de preservação do mar que não faz parte do território de qualquer país  e representa 64% da superfície dos oceanos , deve ser uma das prioridades da Conferência da ONU.

“Apesar de a administração Obama estar atualmente bloqueando esta medida essencial, nós só podemos contar com que a secretária de estado (Hillary) Clinton venha a determinar uma mudança necessária para assegurar uma vitória potencial dos oceanos aqui na Rio+20”, diz a nota de ambas as instituições.

A nota não fez apenas críticas. Ela  também elogiou a atitude do Brasil em colocar o tema oceanos como uma das quatro prioridades para a conferência. Por fim, o texto enaltese os países que conseguem implantar a pesca sustentável para garantir a segurança alimentar.

Outra questão considerada importante para a preservação dos oceanos é o fim parcial dos subsídios para a pesca, no qual negociadores conseguiram acordo. Caso a medida realmente seja aprovada e saia do papel, as embarcações deixarão de contar com preços vantajosos para comprar combustível. Com o colapso dos estoques de pescados, os peixes precisam ser capturados em locais cada vez mais distantes.

Fonte:
oglobo.com


18 de junho de 2012