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PooPooPaper


A confecção de papel em um mundo que tem buscado cada vez mais a sustentabilidade, é uma prática que tem sido questionada por muitos. Nesse processo é necessário derrubar um número considerável de árvores, e por mais que as empresas de papel tentem manter sua produção dentro de um limite aceitável, a ideia já parece um pouco antiquada.

Porém, o papel ainda faz parte do nosso cotidiano.

Por conta desse paradoxo contemporâneo surgiu o PooPooPaper. Trata-se de uma fábrica artesanal que usa o excremento de animais herbívoros, alimentados à base de pasto, como matéria-prima para a produção de papel.

A ideia a princípio funciona. Esses detritos estão cheios de fibras vegetais: a matéria-prima do papel. E não é exagero dizer que é de graça: a quantidade de esterco produzida pelos animais é tanta que chega a ser um problema para os zoológicos, que colaboram voluntariamente ao doar a matéria prima ao PooPooPaper.

 



Com matéria-prima grátis, a fábrica produz papel a um custo muito baixo e lucra ainda mais na hora das vendas.

Parte do lucro ainda é destinado para a preservação dos animais que “trabalham” para a PooPooPaper: elefantes, vacas, cavalos e pandas.

No site da iniciativa, os fabricantes explicam o passo a passo da transformação do esterco em papel e garantem que o produto final não tem nenhum cheiro. Lá os brasileiros também podem comprar os produtos da PooPooPaper – entre eles: bloquinhos, marcadores, agendas e, até, álbuns de fotos –, que já são comercializados em lojas de sete países da Europa e da América do Norte.

 

fonte: PooPooPaper


14 de abril de 2011