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Política mundial contribui para o problema da fome no mundo


A edição de abril da revista Cidadania & Meio Ambiente constatou um fato alarmante: uma em cada sete pessoas no mundo passa fome. Segundo o estudo, a grande problemática da fome está na política ao redor do mundo, que, em geral, beneficia quem produz a fome.

 


Ter no mundo sete bilhões de pessoas alimentadas e bem nutridas parece uma utopia, mas um mundo sem fome é possível, só depende de nós. Politicamente tolerada, a política considera outras questões mais importantes do que a fome.

 


Pode parecer ironia, mas os lugares que concentram maior quantidade de pessoas passando fome são os mesmos lugares em que a comida é produzida – no campo, onde moradores vivem da agricultura familiar. Essa parte da população tem pouca voz em cenário mundial e, por essa razão, suas questões quase sempre não são levadas em consideração.

 


A revista indicou que quase metade da população mundial vive do cultivo dos alimentos, seja de forma direta ou indireta. Concentradas em países ainda em desenvolvimento, essas pessoas sofrem com o sistema econômico atual – 1 bilhão de pessoas no mundo passa fome ou está subnutrida.

 


Os subsídios dados aos agricultores, os baixos preços de alimentos, a produção voltada para a exportação são fatores que, apesar de serem vantajosos para parte da população, são extremamente prejudiciais à parcela mais pobre desta mesma população. Moçambique, por exemplo, é um país com terras férteis, e poderia exportar arroz ou milho para todo o sul do continente africano – uma das regiões que mais sofre com a problemática da fome. Entretanto, os moçambicanos dependem de importações caras.

 


Há quatro décadas, em uma conferência internacional sobre alimentação, o secretário de Estado norteamericano, Henry Kissinger, disse: “em uma década, nenhuma criança precisará mais ir cama à noite com fome”. No entanto, pouca coisa mudou. O quadro de pobreza ainda existe em grande número entre a população mundial.

 


Fonte: Cidadania & Meio Ambiente 
 


15 de maio de 2012