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PNUMA realiza palestra sobre "Compras públicas sustentáveis" no Parque dos Atletas


Compras que levem em conta não só a qualidade, mas também a responsabilidade ambiental foi um dos temas em destaque ontem, 18,  na palestra sobre "Compras públicas sustentáveis", que ocorreu no Pavilhão do PNUMA, no Parque dos Atletas.

Empresas e organizações compartilharam suas experiências para promover a produção e o consumo de produtos "verdes".  De acordo com Walker Smith, diretora da Agência de Proteção Ambiental dos EUA,  produzir equipamentos que diminuam o consumo de eletricidade é uma das soluções para a sustentabilidade ambiental. " Comprando equipamentos que otimizem o consumo de energia não é só interessante para a preservar o meio ambiental, mas também para economizar" - disse Smith.

Smith falou ainda sobre as normas criadas durante a Cúpula da Terra, ocorrida em 1992, que foram fortalecidas por Obama em 2009. Segundo a diretora, os Estados Unidos passaram a desepenhar um papel mais construtivo sobre desafios da mudança climática e eficiência na água.

Seung-Joon Yoon, presidente do Instituto Coreano de Tecnologia e Indústria Ambiental, falou sobre as ações do governo coreano para influenciar as compras sustentáveis.  Segundo ele, o governo gasta 10% do PIB para incentivar as organizações públicas a produzirem e comprarem produtos ecológicos. " A Coréia apoia e encoraja as empresas a utilizarem artigos não danosos ao meio ambiente" - afirmou.

Entre as iniciativas que estimulam o consumo consciente na Coreia está o cartão de crédito verde. " A pessoas que usarem este cartão receberão pontos ao comprarem produtos ecologicamente corretos e poderão reveter em gastos com combustíveis e contas de luz". " Queremos difundir essa ideia e dar incentivos fiscais para aqueles que consumirem produtos verdes - explicou Seung -Joon.

Jorge Barros, vice-presidente da Siemens no Brasil, alegou que a empresa onde trabalha atingiu as três áreas do desenvolvimento sustentável (negócios, ambiente e sociedade). "Até final de 2014 queremos gerar receita sobre nosso monopólio verde". Para ele, a intenção é influenciar a sociedade a partir de projetos inovadores e conscientes. " Precisamos dar exemplos e não tentar convencer a sociedade a mudar" - ressaltou Barros.


19 de junho de 2012