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Pesquisadores descobrem planta que despolui ambiente



Especialistas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) estão desenvolvendo um método de tratamento de água a partir de uma planta aquática chamada orelha-de-elefante-gigante (Alocasia macrorhiza). De origem asiática, ela se adaptou bem ao clima tropical da Amazônia e tem capacidade para absorver grandes concentrações de chumbo, cromo, cádmio, cobre, níquel e zinco.

Segundo o engenheiro químico Josias Coriolano de Freitas,  cuja tese de doutorado identificou a capacidade da planta em absorver metais pesados, a orelha-de-elegante-gigante ajuda na recuperação de áreas degradadas e no tratamento de efluentes líquidos. "A planta pode ser utilizada naturalmente. Não é preciso usar nenhum produto químico” - disse Freitas.

O engenheiro químico destaca que a viabilização do controle de metais pesados em regiões urbanas passam primeiramente por um sistema de tratamento de esgoto doméstico e industrial adequado, reciclagem do lixo urbano e programa de educação ambiental. "Infelizmente as ações para a redução dos metais pesados em Manaus são bastante pontuais e os programas governamentais não tem continuidade. Devemos continuar investindo em pesquisas porque desta forma teremos mais opções para fazer a melhor escolha de descontaminação do ambiente" - salientou.

De acordo com o pesquisador, o recurso natural é uma boa alternativa para os casos onde os metais já estão presentes e consolidados, pois pode evitar um maior malefício. "Há plantas que se estressam, ficam atrofiadas, mudam de cor, mudam seu DNA e têm anomalias. A orelha-de-elefante-gigante, durante a nossa pesquisa, não apresentou nenhum estresse. Era resistente e mostrou ter uma vida longa mesmo acumulando uma quantidade muito alta de metais pesados", explicou.

Fonte:
Ecofidelidade


14 de fevereiro de 2012