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O problema do lixo eletrônico nos aterros tecnológicos


 O lixo eletrônico é um dos problemas que crescem mais rápido no mundo. Altamente tóxico, a produção tende a crescer por causa da obsolescência programada, recurso que encurta a durabilidade ou funcionamento do produto.

 
Em aterros eletrônicos nos portos de Karachi, no Paquistão, cargueiros provenientes de Dubai transportam contêineres com peças velhas e quebradas vindas geralmente dos Estados Unidos, Inglaterra, Austrália, entre outros.  O material recolhido é reciclado no bairro de Sher Sha, onde mais de 20 mil pessoas vivem da reciclagem, que é feita sem cuidados com ambiente e com a saúde. Por causa da inalação de gases tóxicos durante o processo de separação das peças, o bairro tem o maior índice de casos de câncer de pulmão e de problemas respiratórios do país.
 
De acordo com o relatório ambiental de 2010 da ONU, são produzidos anualmente 50 milhões de toneladas de lixo tecnológico. Além disso, há previsões para o crescimento de 500% de volume de dejetos  em países como Índia, China e África do Sul. Já o Brasil, o México e o Senegal são, entre as nações em desenvolvimento, os campeões mundiais de e-lixo per capita, com 0,5 quilos anuais produzido por habitante.
 
A vida média de um equipamento eletrônico atualmente é de um ano e meio. Segundo Neil Maycroft, professor da Lincoln School of Art & Design, na Inglaterra, o resultado de tanto lixo é a curta existência dos aparelhos. “De um lado, os produtos são feitos para durar pouco. De outro, há obsolescência estilística” – disse Maycroft.
 
Como nem tudo está perdido, o especialista em sustentabilidade britânico James Clark, da Universidade de York, acredita que há soluções para o drama do lixo eletrônico. “O Japão, graças a um programa bem feito de reaproveitamento de equipamentos, hoje acumula três vezes mais ouro, prata e o metal índio (usado na fabricação de telas de cristal líquido e painéis solares) do que o mundo usa anualmente” – alegou Clark. Medidas como a japonesa alimentam um negócio interessante e de futuro, desde que seja organizado e com regras claras.
 
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Fonte:
Revista Veja dezembro/2011 (Edição Sustentabilidade)


30 de dezembro de 2011