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No Pará, famílias recebem benefícios por preservar a natureza


 

A região Norte é a segunda do país que concentra a maior quantidade de pessoas que vivem em situação de extrema pobreza, ficando atrás somente do Nordeste, segundo dados do Censo 2012. A preservação da natureza surgiu como uma possibilidade de adquirir renda para a sobrevivência. O programa Bolsa Verde é uma iniciativa do governo federal, que oferece renda para quem pratica a preservação ambiental.

 

No oeste do estado, comunidades rurais também são beneficiadas. Santarém é o segundo município mais importante do Pará, sendo o principal centro econômico do oeste do estado. De lá até as comunidade rurais, são cinco horas de viagem de barco. A Vila de Tucumã, da Unidade de Conservação Ambiental Tapajós Arapiuns, tem a produção de mandioca como a principal atividade de subsistência. Os agricultores retiram ainda o látex da seringueira e vendem o produto para a região do Amazonas.

 

O programa Bolsa Verde já beneficiou 16 das 50 famílias da região. O programa oferece a cada três meses R$ 300 que ajudam no sustento dos agricultores. Para receber, a única coisa que necessária a fazer é preservar o meio ambiente. Quem ainda não faz parte do Bolsa Verde já faz planos para participar, pois já reconhecem os benefícios, tanto para os moradores quanto para a natureza. Em Santarém, 2.100 famílias já recebem o benefício.

 

O artesanato também contempla as atividades da Vila de Tucumã. A palha de tucumça, fruta típica da região, é usada pelas donas de casa na confecção de cestos, que são vendidos nas feiras de Santarém.

 

Enxurrada

 

Uma enxurada na bacia Amazônica deixou 50 municípios alagados e milhares de desabrigados no Pará. O estado conta com 14 municípios em situação de emergência, mas a situação é mais grave nas 40 comunidades ribeirinhas de Alenquer, local onde vivem 1.800 famílias. A cheia do Rio Negro que subiu três centímetros na manhã de ontem atingiu todas as casas e 500 foram interditadas pela Defesa Civil. O Ibama doou madeira para auxiliar na construção de pontes para o comércio poder funcionar, mesmo que em parte. Com 29,8 metros, essa é a maior enchente em 110 anos.

 

Fonte: G1; Folha.com


18 de maio de 2012