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Multa vira programa ambiental


Em São Paulo a prefeitura decidiu um destino interessante para as multas aplicadas pela falta de inspeção veicular. Do dinheiro arrecadado através dessas multas, R$ 520 mil vão ser repassados por mês para o consórcio de transporte coletivo que está investindo em ônibus movidos a etanol, combustível menos poluente. Os ônibus movidos a etanol emitem 80% menos gases responsáveis pelo aquecimento global em comparação com os que usam diesel como combustível.

Esse valor repassado das multas significa um aumento do consórcio Unisul de R$ 0,02 por passageiro transportado a partir de abril de 2011. Essa quantia deve subsidiar a operação de 50 ônibus a etanol, que devem começar a circular na cidade em maio.

 



Os recursos para o subsídio sairá do Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O chamado Fundo Verde deve receber toda arrecadação com multas da inspeção veicular. No entanto, não havia recursos a serem destinados, uma vez que a fiscalização da regra era praticamente inexistente - era feita apenas durante esporádicas blitz conjuntas da Polícia Militar e Secretaria do Verde e Meio Ambiente. O valor da multa é de R$ 550.





Segundo a Secretaria dos Transportes, os repasses não são para subsidiar a compra dos veículos, já que essa é uma responsabilidade do próprio consórcio, mas sim para custear a operação com o etanol, pois é mais custosa. A meta da Prefeitura é que toda a frota utilize combustíveis renováveis até 2018, como prevê a Lei de Mudanças Climáticas. Para isso, calcula ser preciso trocar a matriz energética de 10% da frota a cada ano.

 

fontes: Prefeitura Kassab; Estadão; Unisul


22 de dezembro de 2010