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Moda com baixo impacto ambiental


Olsen criou o Instituto Olsen Haus que une arte, design e moda! Chamou atenção da necessidade de refletirmos sobre nossos hábitos e as consequencias que geram. "Você economiza mais água evitando carne do que em banhos curtos", disse. Ela é ativista contra a produção de artigos de moda com matéria prima de origem animal. A produção do couro, por exemplo, causa impacto ambiental enorme, envolve elementos químicos pesados que fazem mal aos trabalhadores e aos consumidores. Diante da imagem de um mar de sangue ela apresentou alternativas ao couro. Exibiu sapatos feitos com matéria prima reciclada (madeira, plástico) entre outros exemplos muito interessantes.

Anke Domaske descreveu o projeto da Fibra Qmilk feita de resíduos de leite!  Começou esta jornada a partir da busca pela solução de alergia causada por fibras sintéticas. Descobriu que a produção de algodão envolve uso de pesticidas. Precisava de matéria prima natural que não gerasse alergia nas pessoas. O leite é muito disperdiçado não só na Alemanha, seu país de origem, mas no mundo inteiro. Ao conseguir extrair fibra do leite, descobriu que esses fios são antibactericidas, biodegradáveis, regulam a temperatura. Trata-se de uma fibra proteica com propriedades semelhantes à seda. Resultado: fibra de leite é um tecido que cura, pode ser lavado à máquina, é super resistente, não gera coceiras e adere bem ao corpo.

Nina Braga substituiu Oskar Metsavaht e falou sobre a atuação do Instituto E. Começou provocando: "moda descartável é recente e não precisa ser sempre assim!" Considera o modelo linear da moda poluente. A moda circular, que reaproveita, é sustentável. Apresentou o projeto "e fabrics": um incentivo para tornar a moda cada vez mais sustentável.

Este interessante panorama deixa excelentes alternativas para a indústria da moda seguir um caminho que agride menos o meio ambiente. Inspirador!


07 de junho de 2012