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Mercado de trabalho que valoriza a sustentabilidade


As mudanças culturais que vêm acontecendo ao longo das últimas duas décadas inevitavelmente afetam o funcionamento do mercado. A quantidade cada vez maior de pessoas preocupadas com as questões ambientais gera empregos e fontes de renda relacionados com a preservação do planeta.
 
Alguns podem chamar de instinto de sobrevivência, outros até de oportunismo, mas o fato é que essas mudanças estão exigindo profissionais especializados em cuidados ambientais, e isto tem gerado alterações na grade de cursos e especializações das principais instituições de ensino do país.

Surgem cursos superiores novos e específicos - como bioinformática, engenharia de energias renováveis e agroecologia - ao lado dos cursos tradicionais, como direito, administração e ciências sociais, que proporcionam uma formação clássica e generalista.

O Ministério da Educação (MEC) começou a elaborar um mapeamento do mercado, com o objetivo de identificar as carências por região e áreas de conhecimento. Voltada para as engenharias, a primeira parte do projeto deve ser concluída dentro de dois meses - as partes restantes deverão estar prontas até dezembro, quando o MEC deverá sugerir às universidades os cursos a serem criados.

Embora as instituições de ensino superior tenham autonomia para decidir os campos profissionais em que irão atuar, o MEC e as agências de fomento à pesquisa querem evitar desperdício de recursos e iniciativas de duvidosa utilidade. Isso, por exemplo, aconteceu com o bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidades da Universidade Federal da Bahia. Criado há três anos, com base num programa que inclui disciplinas como feminismo, relações de poder e orientação sexual, ele ainda não consegue preencher as 50 vagas oferecidas anualmente.

A reestruturação das universidades é um fenômeno que vem ocorrendo no mundo inteiro. Para os especialistas em educação, o que deve prevalecer nas mudanças é o bom senso dos órgãos colegiados, nas universidades públicas, e dos mantenedores, nas universidades privadas e confessionais.
 

Mais informações:
Conheça nossa dica de cursos "ambientais"


19 de abril de 2011