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Mangue Faz a Diferença



Criada pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com dezenas organizações de todo o País, a campanha Mangue Faz a Diferença alerta para alterações previstas para o novo Código Florestal afetarão todo o ecossistema costeiro do Brasil.

De acordo com Fábio Motta, coordenador do Programa Costa Atlântica, da SOS Mata Atlântica, o texto aprovado no Senado propõe a consolidação de ocupações irregulares em manguezais ocorridas até 2008, consolida ocupações urbanas nessas áreas e permite novas ocupações, sendo 35% em manguezais do bioma Mata Atlântica e 10% na Amazônia. “Como argumento, o projeto de lei defende a carcinicultura (criação de camarões), atividade que já é responsável por enormes passivos socioambientais no Nordeste do País”, explicou Motta.  

O “Mangue Faz a Diferença” conta com o apoio do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil brasileira, responsável pelo movimento “Floresta Faz a Diferença”. Como parte da campanha também está sendo lançado o Manifesto A Favor da Conservação dos Manguezais Brasileiros.

Segundo Motta, os manguezais em toda sua extensão são berçários para muitas espécies de peixes e crustáceos com importância ecológica, econômica e social. Hoje, existem mais de 500 mil pescadores no Brasil.

O coordenador alega também que se somarmos os empregos indiretos a esse número , a quantidade de pescadores ultrapassa 1 milhão, portanto, os mangues são uma fonte de renda para um percentual significativo de brasileiros. No entanto, a defesa desses manguezais, além da participação dos pescadores, deve mobilizar toda a sociedade, pois são áreas fundamentais para a manutenção da vida marinha e, em consequência, também para a economia do País.



Conheça a campanha Mangue Faz a Diferença.


10 de fevereiro de 2012