GreenNation

A sustentabilidade é uma atitude.

Notícias

Izabella Teixeira alega que o Rio de Janeiro terá centro de sustentabilidade


A Conferência Rio+20 recebeu uma série de críticas, inclusive do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que achou o resultado final de acordos relacionados ao desenvolvimento sustentável pouco ambicioso.  No último dia da conferência, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, junto a Helen Clark, administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud),  anunciou a criação do Centro Mundial de Desenvolvimento Sustentável (Centro Rio+), com sede no Rio, que servirá para reunir órgãos nacionais e internacionais na discussão sobre o meio ambiente.

Durante a Rio+20, os países do G77 e a China propuseram a criação de undo de US$ 30 bilhões para investir em ações voltadas para o desenvolvimento sustentável, porém esta sugestão não entrou no documento final da conferência. Para Izabella, os países em desenvolvimento se comprometeram mais do que os desenvolvidos. "É fácil falar que foi pouco ambicioso (o resultado da Rio+20), mas ninguém sentou à mesa para colocar dinheiro adicional. O que eu vi foram os países pobres e em desenvolvimento todos assumindo compromissos em relação à sustentabilidade e muito países ricos não adicionando recurso para este processo. Aliás, ao contrário, acabamos de assistir à uma contradição no G20, em que a África do Sul colaborou com US$ 2 bilhões para ajudar países em crise" - disse.

De acordo com a ministra, a elaboração do Centro Rio+ é um dos resultados da conferência. Ela alegou que o Pnud investirá de US$ 3 milhões a US$ 5 milhões para dar início ao projeto, que logo após deverá adquirir recursos nos setores privado e público. Além disso, a ministra Izabella Teixeira afirmou que o Ministério do Meio Ambiente deverá colaborar cerca de 10% a mais do que for investido pelo Pnud.

Com o apoio de 25 instituições, a sede será inicialmente no prédio da Coppe-UFRJ, na Ilha do Fundão. A intenção é aproximar pesquisadores, mostrar boas práticas sustentáveis no mundo e atrair financiadores.

Fonte:
O GLOBO


25 de junho de 2012