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Inundações na Tailândia e aquecimento global


As autoridades da Tailândia elevaram nesta terça-feira para 181 o número de mortos pelas inundações provocadas pelas chuvas torrenciais que atingiram em outubro 51 das 76 províncias do país, informaram fontes oficiais.

O Governo estima que quase oito milhões de pessoas foram afetadas, sobretudo nas regiões sudeste e sul do país. Há dois dias não há registros de temporais em território tailandês.

A zona mais devastada continua sendo a província meridional de Songkhla, onde a cidade de Hat Yai está parcialmente submersa, com a parcial de 26 vítimas fatais.

Milhares de soldados foram destacados para levar ajuda a quase 100 mil pessoas que estão ilhadas em suas próprias casas.

Segundo os meteorologistas, a tempestade se afasta do país em direção ao oeste, mas ainda há o risco de ondas gigantes em toda a região do Istmo de Kra, que separa o Golfo de Siam do Mar de Andaman.

Desde o início das chuvas, em 10 de outubro, vastas áreas de dois terços do país ficaram alagadas, e as autoridades tentam evitar a todo custo que as inundações cheguem a Bangcoc, como aconteceu em 1986 e 1991.

Como medida de prevenção, os serviços de emergência colocaram milhares de sacos de areia em pontos do rio Chao Phraya e distribuiu bombas para reduzir o volume de água e evitar o seu transbordamento.

Segundo a publicação The Atlas of Climate Change (“O Atlas da Mudança Climática”), divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no fim do ano passado, Alexandria é um entre dezenas de outros locais históricos ameaça­dos pelo aquecimento global. “As mudanças climáticas estão causando impacto em todos os aspectos, naturais ou humanos, incluindo o patrimônio histórico e cultural”, diz o diretor-geral da Unesco (divisão da ONU que cuida da Educação, Ciência e Cultura), Koichiro Matsuura. Segundo ele, a proteção desses locais tem que se tornar uma preocupação intergovernamental urgente.

Se nada for feito, outros pontos históricos poderão sumir do mapa. No nordeste da Tailândia, inundações já danificaram as ruínas de Ayutthaya, capital do país do século 14 ao século 18. E a ameaça não vem apenas do aumento do nível das águas do mar, de lagos e de rios. A mesquita Chinguetti, na Mauritânia, está ameaçada de ser engolfada pela desertificação provocada pelas mudanças no clima. Nem os países ricos estão livres, já que as inundações na Europa, em 2002, atingiram antigos museus e bibliotecas, danificando cerca de 500 mil livros e documentos.

Cofira mais informações sobre as inundações na Tailândia.

(fonte Veja)


09 de novembro de 2010