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Entrevista com Marcos Didonet: diretor geral do Green Nation Fest


 


Mobilizar a sociedade pelas causas ambientais  é um dos desafios do Green Nation Fest, que também está se preparando para a Rio+20. Idealizado por Marcos Didonet, diretor do festival, o  evento oferece a oportunidade de experimentar situações relacionadas à questão ambiental de maneira lúdica e interativa.

Para Didonet não adianta apenas informar sobre os problemas ambientais. " É necessário  sensibilizar a sociedade de uma maneira geral, e isso não é possível apenas informando com teses científicas. O entretenimento  é uma excelente ferramenta para impactar as pessoas sobre questões relacionadas ao aquecimento global, por exemplo".

Conhecer uma geleira, vivenciar uma inundação ou se espantar com uma queimada, todas essas sensações podem ser presenciadas no festival. O evento ainda oferece uma mostra internacional de cinema, com 12 longas-metragens, que serão exibidos no Cinemark Downtown, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Conheça o idealizador do evento Marcos Didonet. Confira a entrevista:

Entre os tantos eventos ambientais que antecedem a Rio+20 , qual seria o diferencial do Green Nation Fest?

Entretenimento é o diferencial. Trazer estudos científicos para uma linguagem popular, ou seja, acessível a todos,  é a ideia chave do festival.  É necessário utilizar novos mecanismos para sensibilizar a socidade a lutar por um mundo mais sustentável  e por isso usamos as paixões dos brasileiros. Através de atrações sensoriais que simulam fenômenos como degelo, desmatamento e inundação, os participanttes têm a oportunidade de chegar às suas próprias conclusões sobre a questão ambiental.  A intenção é mobilizar mais pela sensação do que pela informação.

Você já realiza  há alguns anos o Festival de Cinema do Rio. Quais as suas expectativas em relação ao Green Nation Fest?

O festival será anual assim como o Festival de Cinema do Rio.  A mobilização é permanente e por isso temos um portal online voltado para o mesmo tema do evento: o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Conseguimos criar instalações que realmente tocaram e sensibilizaram as pessoas sobre a questão da sustentabilidade pela mensagem agradável. Aliamos cultura com assuntos sérios como é o caso do seminário com audiovisual em seus três formatos (curta, média e longa metragem) consolidando o evento.

Os impactos ambientais foram levados em conta nas obras do festival? Me fale sobre as medidas ecologicamente corretas que foram adotadas.

Sim.  Todo visitante tem sua emissão de carbono neutralizada pela rede Ipiranga, que comprará créditos de carbono do evento. A iluminação foi toda feita de LED, que economiza mais energia. Já o piso do evento foi feito de pneu reciclado, palests reaproveitados compõe o portal de saída e entrada. As divisórias foram feitas de embalagem Tetra Pak doadas pela empresa Recicoleta. Todas as bolsas foram feiras de lonas recicláveis. E também implantamos a coleta seletiva realizada pela ONG Doe seu Lixo.

Para você, qual a principal mudança que precisa ser feita no Brasil para que o país possa se tornar mais sustentável?

Se o indivíduo mudar de comportamento ele consegue promover a mudança em sua volta, e assim construir um planeta mais sustentável. No meu caso, o Green Nation Fest é o resultado de uma prática constante minha.


03 de junho de 2012