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Entrevista com Márcia Cristina, vencedora da categoria roteiro no Green Nation Fest


A escassez de água é uma questão em destaque quando pensamos em sustentabilidade social e ambiental. Diversos lugares do planeta sofrem pela falta de acesso a este recurso, enquanto outros têm em abundância e a desperdiçam de forma inconsciente.

 

Pensando em sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de economizar água, Márcia Cristina criou o conto infantil "A menina que não poupava água". A criação venceu a competição de obras no Green Nation Fest, sendo eleita pelo juri popular na categoria roteiro.  Confira a entrevista:

Como foi o processo criativo da obra vencedora? me fale um pouco sobre.
Inicialmente o texto não estava em formato de roteiro. Eu sou professora de língua portuguesa na rede municipal do Rio de Janeiro e costumo trabalhar temas voltados para a preservação ambiental já há algum tempo. No ano de 2006, desenvolvi um projeto pedagógico sob o tema "Alerta água...pensando no futuro". Era uma das propostas da minha escola trabalhar a preservação da água naquele ano. Procurei na literatura infantil algum livro que expressasse o que eu queria transmitir às crianças sobre o assunto, mas não encontrei nada que me chamasse a atenção. Escrevi então o conto "A menina que não poupava água" e dei continuidade ao projeto, que inclusive foi publicado no Jornal Educar, tanto na versão impressa quanto on line, e foi um dos escolhidos para a quarta mostra de projetos do século XXI, promovida pela SME. Gostaria de publicar um livro com esse conto, mas ainda não tive a oportunidade. Quando soube do concurso do GNF, resolvi adaptar o conto transformando-o em um roteiro.

 

Um dos propósitos do Green Nation Fest é estimular a produção de obras voltadas para o tema sustentabilidade. Para você,  de que forma a sua criação pode mobilizar a sociedade a pensar mais sobre o desenvolvimento sustentável?
Acredito que a minha obra, apesar de ter sido inicialmente criada para o público infantil, servirá de alerta para pessoas de todas as idades, pois na ficção consegui visualizar o planeta em uma situação extremamente pior do que a que vivemos hoje em relação à escassez de água. Acho que quando se consegue ter uma visão do que poderá acontecer, o impacto é bem maior e paramos para pensar com mais seriedade no problema.

 

Sua obra foi uma das escolhidas entre as 764  inscritas. Como é a sensação de ganhar um prêmio escolhido pelo juri popular? Você fez algum tipo de campanha? Que tipo de público você acha que te prestigiou com votos?
É muito gratificante saber que tantas pessoas se deram ao trabalho de votar em minha obra. Eu fiz campanha, sim, principalmente nas redes sociais. Muitos conhecidos e até desconhecidos retornavam, dizendo que leram, gostaram e votaram. O pessoal da educação, especialmente os professores da rede municipal votaram muito no meu roteiro. Tenho certeza de que este foi um fator decisivo. Mas não foi só isso. Vários amigos divulgaram em seus perfis sociais. Acredito que isso tenha pesado muito também.

 

Quanto a responsabilidade socioambiental, você já participou ou participa de algum projeto voltado para as causas ambientais? se sim, me fale um pouco sobre eles.
O trabalho do professor é de suma importância para a formação do caráter das pessoas, principalmente quando se trata de educação básica. Nunca participei de nenhum projeto fora do âmbito educacional, mas o tema tem sido constante em meu trabalho com alunos. Acho que os termos educação, campanhas educativas, são perfeitos. A questão da preservação ambiental passa muito pela educação do povo. E a responsabilidade da escola é enorme.

 

Conheça a obra "A menina que não poupava água".


30 de julho de 2012