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Empresa investe em biocombustível de alga


Não tem sido fácil, e não apenas porque as algas são um aborrecimento de má aparência (e, às vezes perigosas, como na proliferação de algas no Lago Erie, nos Estados Unidos, que pôs em risco a água potável neste mês).

Embora a alga cresça prodigiosamente e contenha moléculas potencialmente úteis – principalmente lipídios, que podem ser transformados em combustível de alta energia e outros produtos –, a extração de tais moléculas se mostrou complicada e cara. Até agora, praticamente os únicos produtos comercializáveis tirados das algas são cremes para a pele.

Porém, uma empresa de Nevada, a Algae Systems, tem uma fábrica-piloto no Alabama que pode lucrar produzindo diesel de alga ao mesmo tempo em que realiza outras três tarefas: limpa a água da rede de esgoto municipal (a qual é utilizada para fertilizar as algas), empregando resíduos com muito carbono como fertilizante e gerando créditos valiosos para biocombustíveis avançados.

Segundo a empresa, se funcionar, o processo vai remover mais carbono da atmosfera do que é acrescentado quando da queima do combustível.

"Achamos que é uma solução bem elegante", afirmou Matt Atwood, diretor-presidente. Em seu núcleo está um sistema de "liquefação hidrotermal" que aquece as algas e outros sólidos no esgoto a quase 290 graus Celsius, a três mil libras por polegada quadrada, produzindo um líquido que parece petróleo cru.

Fonte:
The New York Time


29 de agosto de 2014