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Em visita à Bovespa, Marina anunciou medidas para estimular economia de baixo carbono

Marina Silva anunciou em discurso na BM&F Bovespa que pretende criar o Índice de Emissão de Gases de Efeito Estufa. O indicador permitirá avaliar a intensidade das emissões de CO² na economia brasileira e nos diversos setores que a compõem.

“É fundamental que tenhamos o indicador para que possamos qualificar nosso desempenho em termos econômicos”, afirmou a candidata do PV, que acionou a campainha para abrir o pregão desta quinta (19), ao lado de seu vice, o empresário Guilherme Leal. “O Brasil cresce. Em relação às emissões, vamos fazer o movimento inverso. Vamos reduzi-las”, disse a senadora.

O indicador será, na verdade, um conjunto de índices que poderão ser aplicados em escala nacional, regional ou local e servirão de referência para implementação de políticas públicas voltadas ao estímulo da economia de baixo carbono. Eles ajudarão também na promoção de produtos e serviços do Brasil no mercado global.

Marina anunciou também que o desenvolvimento do Índice de Emissão de Gases de Efeito Estufa será feito pela Agência Nacional de Clima. Caberá ao novo órgão a articulação de políticas de baixo carbono com diversos setores da sociedade, o monitoramento das emissões CO² e o estabelecimento de direitos de emissão.

A decisão de Marina é tomada em razão de o Brasil, apesar de já contar com uma meta de redução de emissões de gases de efeito estufa, necessitar de uma estratégia para promover a economia de baixo carbono. Objetivo especialmente importante pelo fato de o país ser, de acordo com especialistas, um dos que sentirão com mais intensidade os efeitos das mudanças climáticas, principalmente na agricultura, na geração de energia hidrelétrica e em áreas de risco, onde vive parcela significativa da população.

“A precificação do carbono nos produtos é uma realidade que já está posta no mundo inteiro. O Brasil só tem é que se antecipar, por uma visão estratégica, e não deixar, quando chegar lá na frente, de ter condições de alcançar as exigências que serão feitas”, afirmou em entrevista coletiva após a visita na Bovespa. “Precisamos criar um mecanismo de mais competitividade e um diferencial positivo para nossos produtos”, disse aos jornalistas.
 


14 de setembro de 2010