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Derretimento de geleiras


 

Um estudo realizado por equipe de cientistas dos Estados Unidos e Canadá mostra que à medida que o gelo desaparece, a velocidade de evaporação total acelera. Pesquisadores de São Francisco, durante uma reunião da União Geofísica Americana em dezembro do ano passado, disseram que os glaciares de montanha estão recuando com o aquecimento do planeta.
 
De acordo com professor emérito de glaciologia da Universidade de British Columbia no Canadá, Garry Clarke, as geleiras maciças da região Saint Elias do Canadá poderão ser reduzidas pela metade até 2100. Ele alega que, em partes das montanhas rochosas canadenses, as geleiras que existem hoje vão desaparecer totalmente, enquanto outras vão encolher a remanescentes de apenas 5 a 20% de seu tamanho atual.
 
Além dessas descobertas, outras estão vindo do Himalaia, onde Ulyana Horodyskyj, uma estudante graduada do Instituto Cooperativo para Pesquisa em Ciências Ambientais da Universidade de Colorado, tem analisado os lagos supraglaciais - lagoas de água que aparecem na superfície do derretimento de geleiras.
 
Segundo Ulyana, estes lagos podem levar a um derretimento maior, e muitos estão sendo  formados ao longo do Himalaia. “Você pode pensar nesses lagos como cânceres que estão consumindo a geleira" – disse a estudante.
 
Clarke estima, por exemplo, que mesmo se todas as geleiras do oeste do Canadá derretessem completamente, os oceanos subiriam apenas 6,6 milímetros, "não o suficiente para preocupar qualquer um." E também se a maioria desaparece, haveria consequências extremas para a maior parte dessas regiões.
 
Já segundo Michel Baraer, da Universidade McGill, Montreal, no Canadá, o volume total de escoamento vai mudar porque o gelo glacial mantém a água presa em uma forma em que não é fácil evaporar. Ele relata que a construção de represas não resolverá o problema de diminuir o escoamento. "As barragens nunca substituirão os sistemas hidrológicos (naturais) que estão em vigor hoje” – disse o pesquisador.
 
A equipe de Baraer concluiu que o Rio Santa já atingiu o "pico de água", o ponto em que o escoamento das geleiras já atingiu um platô e, em seguida, começa a declinar.
 
Fonte:


18 de abril de 2012