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COP 16 - Mais uma etapa pela busca de um acordo


Depois de alguma discussão, ausência de vários líderes, reclamações de dificuldade de acesso  às reuniões por parte das ONGs e da imprensa, otimismo e pessimismo diante de um avanço no acordo global para redução do aquecimento global estamos praticamente no fim da COP -  16ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática que acontece entre os dias 29 de novembro a 10 de dezembro de 2010 em Cancún, México.

Parece que as ameaças relacionadas ao aquecimento global não assutam a humanidade que segue seu rumo pelo caminho do progresso "camicase" de crescer, ser mais rica e mais poderosa.

Porém, a grande maioria que demora para decidir não invalida as minorias que tomam decisões locais e que contribuem para amenizar problemas pontuais como aqueles muito conhecidos nas grandes cidades relacionados aos transportes, formas de se construir e geração de lixo.

"Apesar dos pesares" defenderemos um tom otimista, como o de nossa ministra do meio ambiente Isabella Teixeira, afinal, mesmo sem resultados efetivos para uma tomada de decisão global vivemos em um momento "diferente de zero". Existe um extenso e intenso calendário de discussão que prevê, por exemplo, COP 17 (na África do Sul em 2011) e Rio + 20 que acontece em 2012. É muito provável que, aos poucos, consigamos chegar a alguns acordos importantes.

Em nossa busca por notícias e reflexões sobre esta importante conferência, encontramos debate promovido pelo Cidades & Soluções. Para os interessados pelo tema, indicamos fortemente que assistam ao programa.

Mais uma vez, os EUA representam o país que mais dificulta a realização de acordos. Suas propostas são moderadas e raramente saem do papel. Isto acontece pois o congresso simplesmente não aprova as medidas. Aliás, entre os republicanos existe quem sequer acredite no aquecimento global. Postura bem diferente da "direita" européia, por exemplo. Esta postura norteamericana desencoraja a China a se comprometer ainda mais. E o efeito é dominó pois ao assumir compromissos "verdes", sob ponto de vista econômico, as consequëncias podem ser desastrosas. México e Índia foram ousados com propostas mais concretas.

Sérgio Besserman, um dos debatedores do Cidades & Soluções, afirmou que "o que nos resta é a mobilização da opinião pública e das sociedades civis nos vários países, ou seja, um movimento globalizado neste sentido".  Outra previsão bastante relevante exibida no programa é sobre a importância da Rio + 20.

Besserman acredita que um acordo global realmente eficiente para combater o aquecimento global virá da Rio + 20. Isto se justifica pela série de discussões que o mundo será submetido em 2011 como é o caso da COP 17 (África do Sul), do resultado das eleições norteamericanas e diante do fim do Protocolo de Kyoto. A opinião pública "global" estará muito mais sensibilizada do que hoje em dia e é quase certo que a busca por este acordo seja mais acirrada. O sentido da urgência será muito maior. Aliás, se hoje já confirmamos alguns dos piores cenários previstos pelos cientistas, imagine em 2012?

Leia mais sobre a COP 16:

Programa Cidades & Soluções

Site oficial da conferência

Site Mudanças Climáticas
 

 

 

 


09 de dezembro de 2010