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COP 16 - conclusões


No fim da noite da última sexta começou a plenária para decidir se o rascunho apresentado pela presidência mexicana da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 16) será aprovado como uma decisão oficial, a acolhida até o momento tem sido positiva.

A presidente da COP, a chanceler mexicana Patricia Espinosa, foi longamente aplaudida de pé ao adentrar a sala de reuniões.

 



Durante o período de debates, os países participaram das resoluções em pares, um país desenvolvido com um país em desenvolvimento. A ideia de Espinosa foi elogiada por todas as delegações.

Segundo o site de notícias G1, uma das partes do rascunho afirma, a exemplo do Acordo de Copenhague, que os países desenvolvidos devem financiar ações de redução de emissões e adaptação às mudanças climáticas nos países em desenvolvimento, no valor de US$ 30 bilhões até 2012. Propõe ainda a formação de um fundo climático de US$ 100 bilhões ao ano até 2020. O Banco Mundial é convidado para ajudar a administrar ambos.

O tema mais discutido e polêmico da conferência foi a extensão do Protocolo de Kyoto. O protocolo expira em 2012 e a grande proposta da COP 16, desde o início, foi debater sua prorrogação.

Os países opositores a Kyoto exigiam que fossem incluídas reduções das emissões para economias emergentes como Índia e China, um dos maiores poluentes do planeta.

Já os grandes países emergentes dizem que não aceitariam um ônus tão grande quanto das nações ricas. Há, ainda, a questão dos Estados Unidos, que até agora não ratificaram Kyoto e a questão segue sem definição. Apesar do consenso, não houve fixação de datas e prazos.



O Brasil encabeçou, junto com Reino Unido, o grupo que defendeu o segundo período do Protocolo de Kyoto. Segundo o negociador-chefe brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, as resoluções obtidas em Cancún deixam uma "mensagem clara" de que o Protocolo de Kyoto precisa ser prorrogado o mais rápido possível, para que não haja um período sem metas de redução de emissões de gases estufa.

Em coletiva de imprensa, a senadora Marina Silva falou sobre as conclusões da COP 16:





Fontes: G1 ; Folha.com
 


13 de dezembro de 2010