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A sustentabilidade é uma atitude.

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Conheça Bia Junqueira: diretora de arte do Green Nation Fest


Bia Junqueira está na equipe do Green Nation Fest desde o início do projeto.

Junto com o diretor Marcos Didonet, conceituou boa parte das atrações do festival. Além disso, mobilizou parceiros que fizeram a idéia sair do papel e se transformar no Green Nation Fest que promove a sustentabilidade a partir do entretenimento.

Foram muitos meses de trabalhos intensos que deram vida às atrações.

Você é cenógrafa e diretora. Formada em Artes Cênicas. Sempre conectou o mundo das artes com a sustentabilidade? Já realizou outros projetos na linha do Green Nation Fest?

É meu primeiro trabalho focado em sustentabilidade mas pratico isso em minhas atividades profissionais. Nos cenários, por exemplo, reutilizo o que é possível. Encaro sustentabilidade como algo mais amplo. Acredito na importância de dar referência e incentivar a reflexão. Sendo assim, trabalho com sustentabilidade de forma cultural e artística; em prol do desenvolvimento do ser humano.

A imersão completa no mundo da sustentabilidade refletiu na sua rotina?

Sim! Mudei alguns hábitos como desligar chuveiro enquanto me ensaboo, economizar água ao lavar louça e escovar os dentes. Separo meu lixo e mando para reciclagem.

Fale um pouco mais sobre o conceito do Green Nation Fest que você ajudou a criar.

Fui convidada por Marcos Didonet há mais de um ano para participar desse projeto. Esse tempo longo de envolvimento contribuiu para amadurecer as ideias e explorar possibilidades. Me preocupei em oferecer uma experiência mais sensorial do que informativa. Deixar a porta aberta para reflexão individual a partir dessa experiência é fundamental. Nossos grandes desafios foram atender a um público diversificado e ter verba muito enxuta. Material ecologicamente correto é muito mais caro e nem sempre cabia no orçamento previsto.

Optamos por usar a linguagem audiovisual pela experiência que a ONG realizadora do evento, o Centro de Informação Cultura e Meio Ambiente, tem nessa área. Existem três instalações batizadas de "Sinta o Clima". Realizamos "micro dramaturgias" de quatro minutos. Cada que compõe uma sequência bastante interessante. Simulamos primeiro queimada, depois degelo e enchente.

No degelo importa o impacto de estar no Pólo Sul que é impactante e forte. A enchente é teatral, um plano sequencia com tudo ao mesmo tempo (efeito especial, sonoro, atores, trilha etc). A ação acontece em uma casa de classe média. Optamos por este cenário pois o problema não acontece somente entre aqueles com menor poder aquisitivo. Pode atingir qualquer pessoa.

O evento é uma realidade. Como você avalia o resultado? Alguma experiência memorável vivida junto com o público nas instalações?

Estou satisfeita. As crianças são meu melhor termômetro. Elas se divertem e expressam emoções sinceras que correspondem ao que pretendia despertar. Além disso, o evento vale a pena pois cataliza ações.

Fale um pouco mais sobre as suas escolhas ao montar as atrações.

Todas as formas presentes no festival foram integradas ao jardim. Me encantei com as árvores ancestrais do lugar. As tulipas que apresentam as mostras de curtas são um exemplo desse tipo de opção. Minha intenção foi passar a sensação de liberdade e de sintonia com a natureza.

Abaixo, o mapa completo do Green Nation Fest com a seleção de atividades oferecidas em sua primeira edição!


02 de junho de 2012