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Combate à dengue


Todos os anos grande parte dos estados brasileiros sofre com epidemias de dengue. O fato além de ser uma questão de saúde pública também diz respeito aos problemas ambientais.

O bom trato com a natureza impediria, por exemplo, que se formassem tantas poças de água parada, a reciclagem de garrafas, latas e pneus impediria que ficassem jogados acumulando água das chuvas.

Mesmo com as experiências anteriores o caso parece se agravar a cada ano. Em 2011 a situação continua perigosa. A Secretaria Estadual da Saúde do Rio de Janeiro reconhece que a cidade pode ter mais pessoas contaminadas pelo tipo 4 da dengue, além das duas irmãs que foram diagnosticadas em Niterói, na região metropolitana. Segundo o secretário de Saúde, Sérgio Côrtes, os exames para identificar o tipo do vírus circulante são feitos por amostragem.





O secretário fez um apelo aos municípios para que não deixem de notificar os casos. “Não podemos ter subnotificação. A notificação é fundamental porque por meio dela podemos tomar as medidas no que diz respeito à assistência, com uma noção real do problema.”

O combate à dengue não é impossível:

 


 

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerante, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas caixas d'água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros. Abaixo listamos algumas dicas importantes:

- Mantenha a caixa d'água sempre fechada com tampa adequada
- Remova folhas, galhos e tudo o que possa impedir a água de corre pelas calhas
- Não deixe a água de chuva acumulada sobre a laje.
- Lave semanalmente com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água.
- Mantenha bem tampados tonéis e barris d'água.
- Encha de areia até a borda os pratinhos de vasos de plantas.
- Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo.
- Coloque o lixo em saco plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixo em terrenos baldios.





A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas  costumam evoluir em obediência a três formas clínicas: dengue clássica, forma benigna, similar à gripe; dengue hemorrágica, mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea; e a chamada síndrome do choque associado à dengue, forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento especializado.

Dengue clássica


Nos adultos, a primeira manifestação é a febre alta (39º a 40º), de início repentino, associada à dor de cabeça, prostração, dores musculares, nas juntas, atrás dos olhos, vermelhidão no corpo (exantema) e coceira. Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de prostração e fraqueza durante algumas semanas.

Nas crianças, o sintoma inicial também é a febre alta acompanhada apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia. O exantema pode estar presente ou não.

Dengue hemorrágica

As manifestações iniciais da dengue hemorrágica são as mesmas da forma clássica. Entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder, aparecem sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival, vaginal, rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas), além de outros. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.

Síndrome do choque associado à dengue

O potencial de risco é evidenciado por uma das seguintes complicações: alterações neurológicas (delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia), sintomas cardiorrespiratórios, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural.  As manifestações neurológicas, geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

 

Aprenda a fazer uma armadilha caseira com garrafa pet contra o mosquito transmissor da doença:

 

 



Previna-se. Caso a doença seja contraída, procure imediatamente um posto de saúde e nunca se automedique, os remédios errados podem agravar o caso.


24 de março de 2011