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Código Florestal: novas questões


"A natureza não vai se adaptar a nós. Nós é que temos que nos adaptar a ela e, para isso, é preciso investimento" Marina Silva.

Há pouco mais de uma semana o estado do Rio de Janeiro sofreu uma grande catástrofe. Algumas cidades da região serrana foram devastadas pelos deslizamentos caudados pelas chuvas, deixando um número alarmante de vítimas.

Muito se questionou sobre a possibilidade de se prevenir ou amenizar essas perdas, mas as conclusões são delicadas e imprecisas. Sobretudo nesse momento em que a questão ambiental está em evidência.

Unindo a discussão sobre o Código Florestal às possíveis soluções para se evitar novas tragédias desse porte, a senadora Marina Silva, candidata do PV derrotada à Presidência da República, associou hoje a tragédia na região serrana ao desrespeito do homem pelos limites da natureza. Ela fez um apelo para que o Congresso Nacional barre o novo Código Florestal. "Não se pode mudar o Código Florestal permitindo que as pessoas façam construções e edificações nas áreas de preservação permanente", disse a senadora.





Críticos do novo código, inclusive a senadora Marina, afirmou que a aprovação do projeto do novo Código Florestal Brasileiro significa a institucionalização do risco. Para os defensores de medidas mais rigorosas de proteção e preservação do meio ambiente, o projeto de lei que está para ser votado na Câmara amplia o risco de desastres com inundações e deslizamentos de terra, pois legaliza a ocupação de encostas e morros, que hoje estão protegidas pela legislação.





Apesar de o novo código tratar mais diretamente do meio rural e das florestas, a senadora afirma que a regularização das construções em áreas de risco vai afetar as cidades. No caso dos morros, a restrição atual à construção de habitações visa preservar sua vegetação e, dessa forma, evitar deslizamentos de terra.


 


19 de janeiro de 2011