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Cientistas lançam "Declaração sobre o estado do planeta" antes da Rio+20


 

Diante da ameaça que a terra vem sofrendo devido as crises socioambientais em escala global, cientistas especializados no tema lançaram a "Declaração sobre o estado do planeta". A iniciativa foi divulgada nesta última quinta-feira, 29, após a reunião intitulada "Planeta sob Pressão" (Planet Under Pressure), realizada em Londres.
 
O documento aborda sobre o papel da comunidade científica em relação aos temas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O o objetivo é  influenciar a agenda de discussões e as decisões que deverão ser tomadas durante a cúpula. 
 
De acordo com a declaração, a grande interconectividade da sociedade atual pode ser aproveitada para estimular as inovações em uma velocidade sem precedentes. Porém, o acesso mais aberto ao conhecimento é essencial para que isso aconteça e o PIB deverá deixar de ser a única medida de progresso. O documento afirma que é necessário estabelecer novos paradigmas de trabalho em cooperação internacional.
 
Organizado pelos quatro programas da Organização das Nações Unidas (ONU) voltados para a área ambiental, mais de 3 mil especialistas discutiram durante o evento sobre as mudanças climáticas,  geoengenharia ambiental, governança internacional, futuro dos oceanos e da biodiversidade, comércio global, desenvolvimento, combate à pobreza e segurança alimentar.
 
Segundo Lidia Brito, copresidente da conferência e diretora da divisão de Políticas Científicas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), na declaração os cientistas reconhecem a complexidade e a urgência dos desafios da atualidade e propõem uma nova visão da ciência em relação à sustentabilidade global. “Com uma forte liderança em todos os setores e com o aproveitamento da crescente conectividade, temos a esperança de que o risco de uma crise ambiental em longo prazo seja minimizado” - alegou Lidia Brito.
 
Lídia ainda afirmou que os cientistas apoiam o conceito de economia verde e reconhecem que com a globalização, as economias, a sociedade e a sustentabilidade ambiental e social são altamente interconectadas e interdependentes.“Essa nova conectividade é o início do caminho pelo qual a comunidade científica precisa operar. Nós precisamos de uma poderosa rede de inovação envolvendo o Norte e o Sul. Essa abordagem precisa fazer parte do nosso DNA a partir de agora”, concluiu.
 


30 de março de 2012