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Chuvas castigam a região serrana do Rio de Janeiro


Entristecidos com a tragédia que se sucedeu na noite do dia 11 e na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011, o Green Nation abre este espaço para informar e debater alguns aspectos relevantes do acontecimento.

Quais os motivos que desencadearam a tempestade e o que poderia ser feito para evitar uma tragédia dessas proporções?

As fortes chuvas provocaram a morte de pelo menos 271 pessoas desde a noite de terça-feira, segundo levantamento feito pelo site de noticias Terra a partir de dados das defesas civis e prefeituras. As buscas por vítimas das enchentes e deslizamentos foram interrompidas com a chegada da noite e serão retomadas pela manhã em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.

 

 

 

 

Na cidade de Petrópolis, segundo a prefeitura, foram registradas 34 vítimas. As mortes aconteceram nas localidades de Vale do Cuiabá, Estrada das Arcas, Gentil, Madame Machado e Brejal. Porém o número pode ser maior já que segundo moradores, muitas pessoas foram arrastadas pelas águas.

O maior número de vítimas aconteceu em Teresópolis, a prefeitura registrou 130 mortes e declarou situação de emergência no município. O trabalho de resgate, a identificação de áreas de risco e orientação dos atingidos a se dirigirem para os abrigos foram acompanhadas pelo secretário de Meio Ambiente e Defesa Civil, Flávio Castro e pelas equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

Em Nova Friburgo o estrago também foi grande, até o momento são 107 vítimas confirmadas pela prefeitura.

 

 

 

Muitos questionaram se a quantidade excessiva de chuva no começo do ano não seria causada pelos problemas gerados através aquecimento global. Porém metereologistas concordam que essa tragédia foi causada pelo fenômeno climático La Niña.

Esse mesmo fenômeno castigou o Brasil em 2007 e causou grandes estragos na Austrália.

 

 

Porém, apesar da força das chuvas, o problema poderia ter sido menor. A questão social e estrutural agrava tragédias desse tipo. Construções irregulares nas encostas e morros elevam o risco para os moradores dessas regiões.

Parte do problema também se encontra na falta de manutenção por parte das prefeituras nas áreas de risco. Não se pode prever as dimensões do fenômeno, mas precauções podem ser tomadas.

A realocação de famílias que vivem em áreas de risco, por exemplo, a construção de barragens e os tão falados “piscinões” para escoar a água da chuva.

Mas o problema não para por aí. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) os moradores precisam estar em alerta, já que as chuvas devem continuar atingindo a região até o próximo sábado. Em depoimento, Marlene Leal, metereologista do Inmet, "Existe naturalmente um corredor de baixa pressão atmosférica vindo de Minas Gerais e que favorece a intensificação das chuvas na Região Serrana do Rio, na divisa com Minas. Uma frente fria vinda do Sudeste, que já atua em Minas, Goiás e São Paulo é a que agora está no Rio".

Por isso é importante que os moradores de áreas ameaçadas procurem se alocar em outras residências onde o risco não exista. Ações das prefeituras que incentive a saída das áreas de risco são muito importantes.

A prefeitura de Teresópolis disponibilizou uma conta corrente no Banco do Brasil para receber doações e ajudar as famílias atingidas pelo temporal. Com o nome "SOS Teresópolis - Donativos", ela está disponível na agência 0741-2 do Banco do Brasil, com o número 110000-9.

Outras doações, como alimentos, roupas, cobertores, colchonetes e itens de higiene pessoal - como sabonete, pasta de dentes, fralda descartável e absorvente higiênico podem ser entregues no Ginásio Pedrão, na rua Tenente Luiz Meirelles, número 211.

Toda a equipe do Green Nation sente muito por todas as famílias prejudicadas nessa catástrofe. Esperamos que as devidas medidas sejam tomadas em breve e de maneira eficaz por parte do governo e da sociedade, para amenizar o que for possível e não deixar que essa tragédia ganhe proporções ainda maiores.

 

fontes: Terra Notícias, O Globo


13 de janeiro de 2011