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Burger King não comprará mais carnes de fornecedores que oferecem más condições aos animais


 

A rede de fast-food Burger King, dos Estados Unidos, alegou que não comprará mais carne de fornecedores que oferecem más condições na criação de animais. Um exemplo de animais que ficam espremidos são as galinhas poedeiras, que geralmente vivem em gaiolas apertadas. 
 
Essa preocupação faz parte de um conjunto de políticas de bem-estar animal visando reduzir o sofrimento e dando melhores condições de desenvolvimento. O compromisso da empresa é adequar-se até 2017 a cadeia de suprimentos da rede nos EUA que não faz parte de práticas cruéis aos animais. "Por mais de uma década, a Burger King demonstrou o compromisso de bem-estar animal e, através de nossos passos positivos de programa de responsabilidade corporativa, continuamos a alavancar nosso poder de compra para garantir o tratamento adequado e correto dos animais pelos nossos fornecedores"- afirmou Jonathan Fitzpatrick, diretor de operações da empresa.
 
Já o presidente e CEO da The Humane Society Internacional (HSI), Wayne Pacelle, acredita que essa ideia servirá de incentivo para outras indústrias alimentícias. "Essas mudanças de Burger King Corp vai melhorar a vida dos animais ​​e encorajar outras empresas a respeitar os princípios de proteção dos animais na sua cadeia de abastecimento" - disse Pacelle.
 
De acordo com a empresa, nas celas de gestação, geralmente, são colocadas as porcas grávidas em um espaço muito pequeno. Os proprietários as mantêm lá durante os quatro meses de gestação, o que leva esses animais a desenvolverem diversos problemas de saúde. Estima-se que cerca de 1,5 milhões de animais são mantidos nestas mesmas condições no Brasil.
 
Além disso, a rede de fast-food está adotando políticas que estimulam seus vendedores e fornecedores a tratarem bem seus animais de estimação  e praticar uma pecuária mais responsável.
 
Em 2011, o Burger King ganhou um prêmio, da Humane Society dos EUA, em reconhecimento às práticas de bem-estar animal. A empresa ainda trabalha com associações da indústria, fornecedores, reguladores do governo e possui um Conselho Consultivo do Bem-Estar Animal para tomar decisões informadas sobre os seus padrões.
 
Fonte:


10 de maio de 2012