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Bicho do Dia: Varano-do-Nilo


Varanus niloticus -  O varano-do-Nilo, também conhecido como lagarto-monitor, é um dos maiores lagartos do mundo, podendo ultrapassar os dois metros de comprimento. O corpo é musculoso e as garras são longas e fortes. Os dentes são afiados e a mandíbula é poderosa. A língua é bifurcada e contém propriedades olfativas altamente desenvolvidas. A cabeça é alongada e a cauda é longa e forte, servindo como arma quando o animal se sente ameaçado. A coloração pode variar, sendo as mais comuns em tons de cinza ou marrom, com manchas amarelas ou esverdeadas pelo corpo. A garganta geralmente é mais clara, em tons de amarelo ou creme. 
 
 
É encontrado por quase toda a África Subsaariana, desde as margens do Rio Nilo, no Egito, até a África do Sul. Vive em uma enorme variedade de biomas, como savana, mangue, pântano, matas ciliares e pastagens. Evita, no entanto, regiões desérticas, já que prefere ficar próximo à água.
Apesar de ser um animal terrestre, é um hábil escalador e também nada com agilidade, podendo, inclusive, caçar na água.
 
Carnívoro, alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, peixes, anfíbios, outros répteis, grandes invertebrados, ovos e até mesmo carniça.
 
É um animal solitário e de hábitos diurnos. Costuma banhar-se ao sol nas primeiras horas da manhã, seja no chão ou no alto de uma árvore. Nas horas mais quentes do dia, pode procurar um local com sombra ou entrar na água para se refrescar. O casal se une apenas durante o período de reprodução. Nesta época, é comum que machos rivais entrem em confronto físico para garantir o direito de reproduzir.
 
A fêmea bota até 60 ovos, geralmente em um cupinzeiro ou toca abandonada por outro animal. Os ovos são incubados de maneira autônoma (dependem da temperatura do ambiente, já que a mãe não participa deste processo) por até dez meses. Assim que nascem, os filhotes são capazes de caçar por conta própria. O recém-nascido pode medir até 30 centímetros e pesar 26 gramas.
 
 Não é uma espécie ameaçada de extinção, mas sofre com o tráfico para a comercialização ilegal de animais exóticos. Foi introduzido na Flórida, EUA, por pessoas que adquiriram o animal como pet mas depois o soltaram. Conseguiu se desenvolver bem no local e, como todas as espécies exóticas, causou um grande desiquilíbrio ecológico, já que se alimenta de ovos de várias espécies e não possui predador.
 
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20 de fevereiro de 2014