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Bicho do dia: Rinoceronte-negro


Diceros bicornis – Assim como o rinoceronte-branco, o rinoceronte-negro também tem sido vítima de caçadores que buscam seus chifres para vendê-los para e medicina oriental. Apesar da comprovação de que não há nenhuma propriedade medicinal, afinal os chifres nada mais são do que pêlos enrijecidos, esses animais continuam sendo mortos diariamente na África. A procura é tanta que duas subespécies já estão extintas e as outras três estão em situação vulnerável. Estima-se que 96% dos rinocerontes-negros foram mortos.

 

 
Difere-se do seu primo branco pelo formato dos seus lábios, que ao invés de serem quadrados, são estreitos e a parte superior é preênsil, possibilitando ao rinoceronte se alimentar de folhas e ramos em arbustos espinhosos. É também menor, medindo 1,80 metro de altura, 3,80 metros de comprimento e pesando 1,40 tonelada (o macho é maior do que a fêmea). Outra diferença está no comportamento. É mais agressivo e vive solitário.
 
A visão é pouco desenvolvida, mas olfato e audição são aguçados. A pele é grossa, sem pêlos e na cor cinza (o nome “negro” é apenas para diferenciar do rinoceronte-branco). Tem dois chifres, sendo que o anterior é maior, podendo medir até 1,20 metro e o posterior mede 50 centímetros de comprimento.
 
Durante as horas mais quentes do dia, procura um local com sombra para se proteger do sol. Além disso, adora tomar banho de lama, que, além de ser um protetor solar natural, também evita a presença de insetos e parasitas.
 
Está presente em uma grande variedade de habitats na África Subsaariana, como desertos, bosques e savanas, em países como Quênia, Tanzânia, Namíbia, Zimbábue, Angola, Camarões e África do Sul.
 
O casal se reúne apenas durante a época de reprodução, se separando logo em seguida. O período de gestação é de até 16 meses, nascendo apenas um filhote. Mãe e filhote podem ficar juntos por até três anos, mas depois disso seguem por caminhos diferentes.
 
Várias medidas de conservação têm sido criadas para salvar a espécie, desde a reprodução em cativeiro até mais radicais, como cortar os chifres dos indivíduos selvagens e permitir o assassinato dos caçadores, mas mesmo assim o futuro do rinoceronte-negro ainda não parece ser positivo. Os caçadores têm inovado, utilizando armas silenciosas, envenenamento de poços de água (que, além dos rinocerontes, matam inúmeras espécies) e até mesmo invadido propriedades privadas e criadores para matar os animais.
 
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12 de maio de 2014