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Bicho do dia: Naja-do-Cabo


Naja nívea – A naja-do-Cabo é encontrada apenas no sul do continente africano, em países como Lesoto, Botsuana, Namíbia e África do Sul. Vive em áreas rochosas, savanas, regiões semidesérticas e até mesmo desertos, como o Kalahari. Passa a maior parte do tempo no solo, mas é uma excelente escaladora, podendo subir nas copas das árvores para capturar filhotes de aves.


Dentre as najas africanas, é a que tem a coloração mais clara, sendo predominantemente amarelada. No entanto, há registros de espécimes que apresentam outras cores, como creme, dourada e até mesmo preta. Pode medir até 1,80 metro de comprimento, mas o tamanho médio é de 1,20 metro. Os machos são maiores do que as fêmeas. A cabeça é larga e os olhos são grandes e arredondados. 
 
O veneno neurotóxico é extremamente poderoso, podendo matar uma pessoa em poucos minutos. É a cobra que mais mata humanos na África do Sul. Os sintomas incluem inchaço, paralisia, dor e parada respiratória. Como todas as serpentes, prefere fugir a atacar sem motivos, mas quando sente-se encurralada, ergue o corpo, abre o capelo e silva antes de realizar o ataque.
 
Vive solitária e é ativa tanto durante o dia como também à noite. Geralmente permanece escondida em tocas abandonadas por outros animais e cupinzeiros. Alimenta-se de pequenos mamíferos, aves, répteis (inclusive outras serpentes) e até mesmo carniça.
 
Durante o período de reprodução, a naja-do-Cabo torna-se mais agressiva. É uma cobra ovípara, ou seja, bota ovos. A fêmea bota de oito a 20 ovos em um ninho escondido em um buraco no chão, tronco de árvore ou uma fenda entre as rochas, e são incubados por até 70 dias. Os filhotes medem até 40 centímetros de comprimento e nascem com uma faixa escura na garganta, que desaparece conforme o animal envelhece.
 
Não é uma espécie ameaçada de extinção. Como pode frequentar zonas rurais e até mesmo aldeias e centros urbanos, costuma ser morta por medo de sua picada venenosa.

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10 de janeiro de 2014