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Bicho do Dia: Galago-de-cauda-espessa


Otolemur crassicaudatus – O galago-de-cauda-espessa é o maior indivíduo da família, podendo medir até 47 centímetros de comprimento, mais 50 centímetros de cauda e pesar até dois quilos (os machos são maiores do que as fêmeas). A pelagem varia do cinza ao marrom, dependendo da região em que vive. Os pêlos da região ventral são mais claros e mais escuros na ponta da cauda. A pelagem é densa, lanosa e longa. A cabeça é arredondada, o focinho é curto e as orelhas, que podem se mover de forma independente, são grandes.

Os dedos são longos, achatados e possuem almofadas antiderrapantes nas extremidades. É encontrado nas regiões sul e leste do continente africano, em países como Somália, Tanzânia, Quênia, Angola e África do Sul. Vive em florestas tropicais, subtropicais, matas ciliares e cerrado. É um primata solitário, de hábitos noturnos e arborícolas. É territorialista e demarca sua área com urina e uma secreção produzida por uma glândula peitoral.

Passa o dia escondido em ocos de árvores e sai à noite para procurar comida. Alimenta-se de insetos, pequenos pássaros, répteis, ovos, frutos, seiva, flores e sementes. Comunica-se através de uma série complexa de vocalizações, que variam de cliques a gritos estridentes. Essa comunicação serve para informar sobre a presença de predadores, demarcação de território, chamados de famílias e alertas para reprodução.

Além disso, possui também outros tipos de comunicação, como visual, tátil e olfativa. O período de gestação é de, em média, 133 dias, nascendo de um a três filhotes em um ninho forrado com gramíneas e outras folhas secas. Ao contrário dos demais primatas, o galago-de-cauda-espessa não carrega os filhotes em suas costas, na verdade, eles permanecem na toca até atingirem a maturidade sexual.

Não é uma espécie ameaçada de extinção, mas sofre com o desmatamento e o tráfico.

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10 de dezembro de 2013