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Banana não se desperdiça


Uma das frutas mais típicas do Brasil, exportada para o mundo inteiro no chapéu de Carmem Miranda, a banana ganha novas possibilidades em 2011.

 

Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), descobriu que, a partir de um pó feito com a casca da banana, é possível descontaminar água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.

 

Boniolo conta que a ideia surgiu após assistir a uma matéria sobre o desperdício de bananas no Brasil. Afirma ainda que só nos restaurantes de São Paulo, a quantidade de cascas de banana desperdiçadas chega a quatro toneladas.

 

A pesquisa é um exemplo de sustentabilidade, pois além de funcionar barateando o custo e potencializando a despoluição da água, o processo pode resolver também a questão do descarte das cascas por parte das empresas, restaurantes e casas. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las. Isso fortalece a pesquisa e ajuda as empresas. 

 

As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.

 

O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5 mg do pó de banana.

 

Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza". Isso porque Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas negativamente. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.

 

 

 

 

fonte: Folha.com 

 

 

 

 


03 de janeiro de 2011