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Aquecimento Global


Todos já ouviram falar de aquecimento global, seja na tela do cinema, com catástrofes monumentais, ou nos jornais, quando noticiam os estragos que esse problema já causou.

Mas o que é o aquecimento global e como ele acontece?

Segundo o Terra Azul, O Aquecimento global é um fenômeno climático de larga extensão — um aumento da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos. Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas. Causas naturais ou provocadas pelo homem têm sido propostas para explicar o fenômeno.

Alguns acreditam que o aquecimento global é um movimento natural do planeta, porém, em sua grande maioria, os cientistas especializados concordam que esse processo foi acelerado pelo homem.

A Terra recebe radiação emitida pelo Sol e devolve grande parte dela para o espaço através de radiação de calor. Os poluentes atmosféricos estão retendo uma parte dessa radiação que seria refletida para o espaço, em condições normais. Essa parte retida causa um importante aumento do aquecimento global. Gerando o que conhecemos como Efeito Estufa.

Algumas causas possíveis são encontradas na Wikipédia. O sistema climático terrestre muda em resposta a variações em fatores externos incluindo variações na sua órbita em torno do Sol, erupções vulcânicas, e concentrações atmosféricas de gases do efeito estufa. As causas detalhadas do aquecimento recente continuam sendo uma área ativa de pesquisa, mas o consenso científico identifica os níveis aumentados de gases estufa devido à atividade humana como a principal causa do aquecimento observado desde o início da era industrial. Essa atribuição é mais clara nos últimos 50 anos, para os quais estão disponíveis os dados mais detalhados. Contrastando com o consenso científico, outras hipóteses foram avançadas para explicar a maior parte do aumento observado na temperatura global. Uma dessas hipóteses é que o aquecimento é resultado principalmente da variação na atividade solar.

Nenhum dos efeitos produzidos pelos fatores condicionantes é instantâneo. Devido à inércia térmica dos oceanos terrestres e à lenta resposta de outros efeitos indiretos, o clima atual da Terra não está em equilíbrio com o condicionamento que lhe é imposto. Estudos de compromisso climático indicam que ainda que os gases estufa se estabilizassem, um aquecimento adicional de aproximadamente 0,5 °C ainda ocorreria.

Foto de satélite Aquecimento Global na Europa (via R7)

 

Por mais que a causa não esteja precisamente definida, alguns efeitos já começam a ser perceptíveis. Alguns dos efeitos mais comuns desse fenômeno são:

Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, pode ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;

Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;

Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;

Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas sofrem com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.

Algumas notícias recentes alertaram o mundo para o problema do aquecimento global:

Como foi o caso do Tsunami em 2004, “O sismo do Oceano Índico de 2004 ocorreu a 26 de Dezembro daquele ano, por volta das oito da manhã na hora local da região de seu epicentro, em pleno oceano (devendo por isso ser designado como maremoto), a oeste da ilha de Sumatra, nas coordenadas 3,298°N (latitude) e 95,779°O (longitude). O abalo teve magnitude sísmica estimada primeiramente em 8,9 na Escala de Richter, posteriormente elevada para 9,0, sendo o sismo mais violento registado desde 1960 e um dos cinco maiores dos últimos cem anos. Ao tremor de terra seguiu-se um tsunami de cerca de dez metros de altura que devastou as zonas costeiras. O tsunami atravessou o Oceano Índico e provocou destruição nas zonas costeiras da África oriental, nomeadamente na Tanzânia, Somália e Quénia.” (wiki)


Ou o Furacão Catrina, que foi um grande furacão, uma tempestade tropical que alcançou a categoria 5 da Escala de Furacões Saffir-Simpson. Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de New Orleans, em 29 de Agosto de 2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. O furacão passou pelo sul da Flórida, causando em torno de 2 bilhões de dólares de prejuízo e causando 6 mortes diretas. Foi a 11ª tempestade a receber nome, sendo o quarto entre os furacões. O furacão Katrina causou até agora aproximadamente mil mortes, até 31 de agosto de 2005, sendo um dos furacões mais destrutivos a ter atingido o Estados Unidos. O furacão paralisou muito da extração de petróleo e gás natural dos EUA, uma vez que boa parte do petróleo estadunidense é extraído no Golfo do México. Atualmente, cinco milhões de pessoas estão sem energia na região da Costa do Golfo, e pode levar até dois meses para que toda a energia seja restaurada. (Conteúdo Global)

 

 

Mas o que esses eventos têm a ver com o aquecimento global? Simplificando, poderíamos dizer que a Terra é como você ou eu, e precisa de equilíbrio para estar bem e saudável. Quando temos febre, nossa temperatura aumenta e isso desencadeia uma série de reações do corpo. O mesmo acontece com o nosso planeta.

Então, enquanto ainda não inventaram nenhum remédio para Terra, o que podemos fazer para ajudá-la?

Algumas medidas vêm sendo discutidas:

Protocolo de Kyoto

Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

Conferência de Bali

Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

Conferência de Copenhague - COP-15

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Européia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul). 

De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.

 

Mas o que você pode fazer para colaborar?

 

No Eco Debate encontramos algumas dicas:

Coloque um temporizador em seu chuveiro elétrico. 5 minutos são razoáveis para um bom banho. Economiza água e energia elétrica. Mantenha a ducha aberta só o tempo indispensável, fechando-a enquanto se ensaboa. Prefira ducha à imersão (banheira). Isso economiza 7 mil litros por ano.

Não deixe a torneira aberta enquanto escovar os dentes ou se barbear.

Utilize “camisinha” na entrada da caixa d’água para deter impurezas. Com isso haverá economia na mão-de-obra para limpar a caixa e não será preciso esvaziá-la anualmente. Se for esvaziar caixa d’água ou cisterna, procure armazenar a água de alguma forma.

Repare imediatamente vazamentos: 10 gotas de água por minuto desperdiçam dois mil litros de água por ano.

Lave o automóvel com baldes d’água.

Deixe que a chuva lave a calçada. A água tratada custa caro.

Não jogue no vaso sanitário cotonete, papel, ponta de cigarro, compressa, absorvente íntimo ou preservativo. Essa atitude fará com que não haja entupimento do sistema de esgoto, além de economizar seu tratamento (energia despendida). Utilize a lata de lixo.

Lave os alimentos utilizando um recipiente para armazenar a água. Ao terminar, essa água pode ser aproveitada para regar plantas.

Não despeje óleo usado na pia ou vaso sanitário. O óleo flutuará sobre a água sendo difícil sua limpeza. Além disso, aumenta o custo de tratamento de esgoto.

Utilize a máquina de lavar somente em sua capacidade máxima.

Reutilize a água da máquina de lavar roupa. Você pode lavar banheiro ou cozinha economizando também sabão.

O melhor momento para regar seu jardim é no fim da tarde, pela menor evaporação.

Utilize água não potável para regar jardins. Lembre-se de reservar a água de cozimento de alimentos para regar as plantas (água fria, naturalmente).

Prefira plantas nativas, que requerem menos cuidados e menos água, além de preservarem o ecossistema.

No caso de lixo doméstico, mantenha pelo menos duas latas de lixo: uma para produtos orgânicos e outra para inorgânicos. Isso já vai ajudar bastante no processamento final do lixo

Havendo boa vontade, o lixo inorgânico pode ser separado em recicláveis e reutilizáveis. Existem instituições que já recebem esses materiais e ainda pagam por eles.

Diminua o consumo de carnes vermelhas, pois será bom para sua saúde. Além disso, a criação de gado bovino contribui para o aquecimento global, pela devastação de florestas, eliminação de mananciais, causando desequilíbrio para o ecossistema. A produção de 1 quilo de carne requer 20 mil litros d’água, o que equivale a 600 banhos de chuveiro (2 anos tomando banho).

Modere o consumo alimentos e bebidas embalados em latas de alumínio, pois consomem muita energia na produção.

Consuma frutas de época, verduras, legumes e cereais.

Se possível, consuma alimentos ecológicos (sem pesticidas, sem inseticidas etc.)

Desligue TV, rádio, luzes, computador (tela) ou qualquer aparelho eletrônico que não estiver sendo usado.

No local de trabalho, apague as luzes em áreas não utilizadas.

Utilize lâmpadas de baixo consumo de energia.

Use água quente somente se necessário e o necessário.

Use o aquecedor em último caso. Acenda-o somente 2 horas p/dia, graduando-o entre 50 e 60ºC.

Se puder, tome banho com água fria que é mais saudável.

Programe o uso do ferro elétrico e da máquina de lavar para economizar energia. Ao invés de usar o ferro elétrico três vezes por semana, use uma só vez por semana.

O petróleo, o carvão e o gás, utilizados para atender a demanda energética, são combustíveis geradores de gases como o dióxido de carbono, que aumentam a temperatura global.

Melhor cozinhar com gás do que com energia elétrica.

Diminua o uso de veículo particular. Programe sua saída.

Não viaje só. Organize traslados em grupos ou em transporte coletivo.

Calibre os pneus na pressão certa. Economiza gasolina, melhora o desempenho e o motor não queima combustível desnecessariamente.

Revise a emissão de gases do seu veículo.

Não acelere quando o veículo não estiver em movimento.

Reduza o uso do ar-condicionado, pois ele reduz a potência e eleva o consumo de combustível.

Diminua a velocidade. Não ultrapasse 100 km/h. Acima dessa velocidade o consumo de combustível é maior, além de representar perigo para sua segurança e de passageiros.

Não sobrecarregue o veículo: mais peso, maior consumo de combustível.

Comece a utilizar a bicicleta, na medida do possível.

Use papel reciclado.

Faça cópias imprescindíveis.

Reutilize envelopes, embalagens, caixas etc.

 

Conheça nossas matérias sobre aquecimento global:

Consequências no Brasil

O Caminho para um Mundo mais Sustentável


Uma verdade inconveniente

O dia depois de amanhã

Clima de Mudança

 

Agora que você já sabe como fazer, é só botar em prática. O Green Nation está aberto para sugestões, se você tem alguma dica ou novas informações, colabore!

 

(fontes: Eco Debate; Conteúdo Global; R7; Terra Azul; Wikipédia)


30 de novembro de 2010