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Amazônia : Decifro-te ou Devoram-te


O Green Nation tem o prazer de apresentar nossa nova colaboradora, Bruna V. Gonçalles, aluna do curso “Repórter do Futuro” – Módulo Amazônia. Em seu artigo inaugural, Bruna nos apresenta um pouco sobre a proposta do curso e introduz o tema em nosso blog.

 

Amazônia: Decifro-te ou Devoram-te

por Bruna V. Gonçalles

 

No ano de 1541, Francisco Orellana descia o “Mar Dulce” (nome dado por Vicente Yanes Pizon ao rio Amazonas) quando, de repente, foi atacado por uma tribo de mulheres. Segundo os relatos do companheiro de viagem, Gaspar Carvajal, eram mulheres muito altas com longos cabelos entrelaçados e que, com seus belos corpos deixados inteiramente à mostra, lutavam com a força de dez homens cada uma, empunhando seus arcos e flechas. À essas mulheres, Orellana associou a imagem das guerreiras gregas , razão pela qual ele decide batizar a região de “Amazônia”, a terra das Amazonas.

Como nos mostra a lenda por traz do nome, a Amazônia é, desde seu descobrimento, um ambiente circundado por uma atmosfera mítica e mística. E, é para penetrar nesse universo fascinante e desvendar sua complexidade que o projeto do qual participo, “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter”, surgiu.

Sou Bruna V. Gonçalles e estou cursando o 6º módulo do programa de complementação universitária “Repórter do Futuro” – Módulo Amazônia. O projeto que tem por objetivo oferecer alternativas de autodesenvolvimento e incentivo aos futuros repórteres promove, semanalmente, coletivas de imprensa com múltiplos especialistas nessa floresta que ocupa cerca de 60% do território brasileiro.

Foi a partir dos temas abordados pelos estudiosos durante as conferências que surgiu “Amazônia: Decifro-te ou Devoram-te”, uma série de matérias que visa trazer à luz os mais diferentes tipos de questões ligadas a essa porção vital do país, pretendendo suscitar em cada um que lê a vontade de conhecer cada vez mais esse universo repleto de mitos, rituais e tradições. Partindo da diversidade de olhares, inúmeros problemas sociais, políticos, econômicos, ambientais – além de aspectos culturais e interessantíssimos- serão trazidos à tona, em um espaço em que as várias opiniões e debates serão mais do que bem-vindos.

É para reunir esforços para proteger a Amazônia. É para mostrar que, se o ser humano quiser, ainda existem maneiras de se viver em harmonia com a Mãe Natureza. São as “Amazônias” vistas de ângulos completamente diferentes. É a multiplicidade de olhares convergindo para um mundo melhor.

OBS: Com o objetivo de entender de maneira polisensorial essa floresta, será realizada, em julho, uma viagem de estudos de campo. E, ao final do curso no dia 23 de junho, ocorre o anúncio da delegação de estudantes que terá o privilégio de ver de perto tudo o que foi abordado na teoria durante o projeto. Meu sonho nunca foi apenas conhecer a Amazônia, mas vivê-la, senti-la, desbravar seus sons, cores, sabores, texturas. Torçam por mim para que eu possa embarcar nessa viagem e trazer um pouquinho da Amazônia para vocês. Muito Obrigada!


14 de junho de 2012