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Alimentação Consciente e Ecológica - Queremos comida de verdade!


 

Vivemos nos grandes centros uma vida tão atribulada e corriqueira, que temos pouco ou nenhum tempo para pensar sobre o meio ambiente e suas questões. Com o passar dos séculos, o homem retirou dos recursos naturais de nosso planeta tudo o que fosse necessário para o “desenvolvimento” de nossa sociedade e não se preocupou em retribuir, ou seja, minimamente cuidar e zelar deste planeta, nossa casa, tendo o máximo de atenção em preservar a natureza para as próximas gerações. A cobiça humana não permitiu este cuidado, ao contrário, utilizou o máximo de recursos possíveis a fim de obter lucros momentâneos. E agora, nossa sociedade está pagando o preço deste descaso. Imagina como não será para as gerações futuras se algo não for feito agora. Chegamos a um ponto no qual não podemos mais ignorar a existência de um problema ambiental sério, o meio ambiente está na pauta dos governantes, mas é preciso fazer muita coisa para reverter (se isso ainda for possível) ou pelo menos abrandar a atual situação de nosso planeta. E, a princípio, muitos problemas parecem não ter solução. É mais que urgente que cada indivíduo, ou melhor, que cada terráqueo olhe para si e para o ambiente em que vive e reflita: o que posso fazer? Se estamos aqui neste momento da Terra, se fomos os escolhidos para nascer neste período da história, é por que temos algo a contribuir. Não podemos mais fechar os olhos para esta realidade. 
 
A partir do momento que decidimos por uma alimentação consciente e ecológica, estamos atuando no sentido de mudar esta realidade partindo de nós mesmos. Nossa maior contribuição ambiental é a saúde de nosso corpo. Quando começamos a questionar quais alimentos estamos ingerindo e quais produtos fazem parte do nosso dia-a-dia, nos percebemos cercados por um mundo de plásticos e substâncias químicas. Ao darmos preferência a uma alimentação com alimentos vindos diretamente da terra e ecologicamente cultivados, estamos promovendo a saúde do nosso corpo, ao mesmo tempo em que atuamos de forma ativa na preservação do nosso planeta. Não é necessário se filiar a nenhum grupo ecológico, basta que cada um faça a sua parte, o que significa tomar a consciência de que somos responsáveis por tudo aquilo que consumimos e por todo o lixo que geramos. O conceito de lixo que temos é de algo fétido, repugnante, podre, que ensacamos e mandamos para longe de nós. Mas quando temos uma alimentação natural, o lixo torna-se um amigo: restos de frutas e legumes, cascas de sementes, bagaço de sucos e sobras de alimentos orgânicos que retornam à terra para decompor-se e gerar nova terra, através de composteiras. Assim, diminuímos consideravelmente o lixo não orgânico, como as embalagens de plásticos, isopor, enlatados e etc. Além de ser uma atitude ecológica, é uma das melhores formas de cuidar da nossa saúde, pois a química presente nestas embalagens e nestes alimentos intoxicam o nosso organismo,   gerando doenças.  Se o nosso corpo está intoxicado, isto reflete no nosso ambiente externo, nosso planeta, que também está intoxicado. Ao cuidarmos do nosso ecossistema corporal , estaremos cuidando também do ecossistema planetário.
 
Desta forma, partindo do cuidado por nós mesmos, começamos a criar a consciência do cuidado por tudo o que vive e existe neste planeta. Não foram estas as palavras do mestre Jesus: “Amai ao próximo como a ti mesmo”? Então devemos começar a amar a nós mesmos primeiro para conseguirmos amar aos irmãos verdadeiramente.  Agora me diga: se você se ama, você colocaria para dentro do seu corpo alimentos envenenados, cheios de produtos químicos que vão lesar as suas células pouco a pouco, até provocar uma doença em seu ecossistema corporal?  Qualquer um em sã consciência responderia que não. No entanto é isso que fazemos diariamente, pois os nossos alimentos saem do campo impregnados de agrotóxicos e vão para a indústria para serem transformados em alguma coisa diferente da sua origem, sendo assim desvitalizados, e para que você ainda queira comê-los, acrescenta-se uma série de aditivos para dar uma cor bonitinha, um cheirinho gostosinho e um sabor que vai te viciar fazendo você comer 3 vezes mais do que o seu organismo suporta.
 
E, como se não bastasse, este alimento recebe também uma dose extra de aditivos para durar nas prateleiras dos supermercados por alguns meses e continuar com o seu aspecto bonitinho. Será que ainda podemos chamar este produto de alimento? Ah, e para completar, ainda colocam no rótulo que ele é vitaminado, rico em uma série de coisas, sem gorduras trans, colesterol e etc e etc. Tudo isso para te convencer a comprar, porque os alimentos da Mãe Terra não precisam de propaganda, eles já são perfeitos como a Natureza e o Criador que os criou. Não se engane, alimento é somente aquilo que veio da terra, foi produzido de forma orgânica e não foi modificado ou foi minimamente processado, como produzir óleo de oliva a partir das azeitonas ( e neste caso, é preciso estar atento a alguns detalhes para consumir um azeite de qualidade, sendo o melhor  o extra-virgem  e com o mínimo de acidez). Estes alimentos não só tem todos os nutrientes em sua forma original e em perfeito equilíbrio, como também estão repletos de vitalidade, algo que não podemos mensurar, mas podemos sentir em poucos dias quando nos alimentamos de verdade. Vitalidade é o que sentimos quando tomamos um banho de cachoeira ou damos um mergulho no mar. Imagina como não ficam felizes as suas células com este “banho” de alimentos vitalizados em seu interior. Portanto, cuide de suas células e elas cuidarão de você. Cuide do seu corpo, pois este é o seu templo sagrado para a sua caminhada nesta vida. Cuide de sua alimentação e assim você estará cuidando do planeta também. Alimentar-se com comida de verdade é um ato de amor por você mesmo. Ame-se para amar ao próximo. E v amos juntos lutar por uma alimentação orgânica neste país. Não queremos mais venenos em nossa comida. Queremos comida de verdade.
 
Fernandah Brener é nutricionista em alimentação natural e colaboradora do Green Nation
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02 de março de 2012