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A influência da luz no nosso cotidiano


*Marcos de Oliveira Santos

 

Natural ou artificial, é fato que a iluminação controla processos biológicos importantes, regulando, por exemplo, o nosso relógio interno. É ela quem, de certa maneira, ativa muitas funções dos organismos vivos. Porém, o que poucas pessoas não percebem, é que podem estar vivendo em uma verdadeira escuridão biológica, não sendo estimuladas de maneira correta, algo extremamente prejudicial à saúde.


O regulador para o nosso relógio interno


Nosso bioritmo, influenciado em grande parte pela luz, dita a hora em que acordamos, quando ficamos cansados e quando temos sono; além de ter um efeito sobre a temperatura do nosso corpo. Apesar de a composição genética determinar em grande parte o nosso ritmo circadiano (diário), este compasso é sincronizado pela luz do dia a cada dia, ou seja, este ciclo tem grande influência nas necessidades básicas do cotidiano. Se a luz, que atua como importante input do nosso relógio biológico, está em falta, os marcadores internos logo saem de sincronia. Como resultado, podemos sofrer distúrbios do sono, fadiga crônica e, na pior das hipóteses, até mesmo depressão.

Ritmo circadiano e a secreção do hormônio:


Os hormônios responsáveis ​​pelo ritmo circadiano em humanos são a melatonina, liberada em resposta a níveis crescentes de escuridão e que promove o sono, e o cortisol, o oposto biológico da melatonina, um indicador do nível de atuação da efetividade humana.


A luz afeta nosso corpo:

 


A luz do dia, com um alto componente azul, tem um efeito ativador. Ela estimula os receptores nos olhos e, portanto, o centro de controle no cérebro para uma extensão muito maior do que a luz com um elevado componente vermelho.

O efeito ativador biológico da luminosidade depende basicamente de três características: a quantidade de componente azul disponível, o tamanho da fonte de luz e o ângulo de incidência do feixe luminoso no olho. Sabe-se, também que a luminosidade indireta, refletida de apenas uma área, como um espelho, por exemplo, tem um impacto maior do que a concentrada em um facho.

Este impacto chega ao nosso centro de controle do cérebro por meio dos fotorreceptores localizados nos olhos, todos muito bem distribuídos pela retina. O sinal para o cérebro – e, portanto, o efeito biológico – é maior conforme mais destes receptores são estimulados simultaneamente, ou seja, quando a luz é mais forte e direcionada em determinados pontos dos olhos. Por isso, mais luminosidade na retina significa um maior número de sinais atuando no nosso cérebro e, consequentemente, mais atividade para nosso corpo.

É por isso que, às vezes, nos sentimos cansados quando temos uma luz muito fraca ou amarelada no escritório ou nos tornamos mais agitados com uma luminosidade muito forte e azulada na sala de casa, por exemplo. Estes são reflexos das luzes que nos cercam, atuando diretamente no nosso “relógio interno”, influenciando nas horas do nosso dia e mostrando o quanto estamos conectados ao meio em qual vivemos.


Efeito biológico de luz no olho humano:

 

Para mais fotoreceptores serem ativados simultaneamente, ou seja, mais luz chegar ao nosso cérebro, a luminosidade deve vir de um determinado campo de visão.

 

Contribuição para o bem estar

Um exemplo interessante de como a luz pode ser utilizada para o bem no corpo humano encontra-se nos hospitais, mais precisamente nas salas de recuperação. Quando usamos anestesias, nosso relógio biológico sofre uma mudança, cujos efeitos são conhecidos como “Jet Lag”, efeito comum principalmente em pessoas que viajaram de avião por longas distâncias. De acordo com os médicos, os resultados deste fenômeno são responsáveis por alterações no sono, que podem contribuir, inclusive, para uma demora no processo de cicatrização do paciente, dificultando ainda mais a cura.

Além dos hospitais, projetos de iluminação podem ser aplicados com sucesso em escolas e ambientes onde se faça necessária a concentração para realização de atividades. Sabe-se hoje que a luz pode ter relação direta com o desempenho das pessoas, sendo capaz de contribuir no processo de ensino e aprendizado. Estudos demonstram que, entre os resultados dessa proposta, está uma nítida melhora na velocidade de leitura dos estudantes de diversas faixas etárias, além da diminuição do número de agressões entre eles.

As descobertas científicas contribuem positivamente em diferentes formas com os profissionais ligados à iluminação.  Mais saúde e bem-estar, motivação e qualidade do sono, além da estabilidade do ritmo biológico são apenas alguns atributos que nos permite agregar ao ambiente em um projeto bem planejado. Além disso, vale lembrar que para gerar todos esses benefícios é possível utilizar lâmpadas consideradas amigas do meio ambiente, ou seja, que gastam menos energia e, desta forma, contribuem efetivamente com práticas ecologicamente responsáveis de decoração.

Marcos de Oliveira Santos é engenheiro eletricista, graduado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e atua na OSRAM há 22 anos. Ao longo de sua carreira na empresa já trabalhou nas áreas de Vendas, Exportação, Processos e Marketing no Brasil, Alemanha, Equador e Colômbia. Hoje, é gerente de Marketing da OSRAM do Brasil para a linha de LEDs Profissional.

A OSRAM é parceira do Green Nation na busca por um mundo mais sustentável.

 


05 de outubro de 2011