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A energia limpa dos dejetos


Mais de 200 casas da cidade de Didcot, no Reino Unido, mantêm seu sistema de calefação funcionando graças aos dejetos dos próprios moradores. Os dejetos são direcionados para uma estação de tratamento onde são separados e convertidos em gás. Dessa forma alimentam os radiadores de calefação instalados nas residências. Utilizar nossos próprios resíduos como combustível não é algo novo, há indícios de mais de um século de que chineses e outros povos usavam essa forma de produção de energia. Mas o projeto de Didcot (que custou 4 milhões de dólares) é uma prova de que é possível construir um sistema integrado de geração de gás e energia em grande escala através desses dejetos que, normalmente são inutilizados – uma energia limpa e totalmente renovável.

 



Essa alternativa é significativa, pois a cidade já foi alvo de protestos de ambientalistas do mundo inteiro pela poluição exagerada na produção de energia.



Outro exemplo é a praça projetada pelo designer Matthew Mazzotta, cuja iluminação é toda mantida graças aos detritos de cães. O local é batizado de Park Spark, e fica na cidade de Cambridge, nos EUA. Pensando numa forma de dar um fim sustentável aos resíduos animais, Mazzotta desenvolveu um sistema com um grande tambor de ferro onde os dejetos dos bichos são jogados e misturados, permitindo que as bactérias possam fazer a decomposição dos resíduos e liberar gás metano. Esse gás, que depois é canalizado, é distribuído por todo o parque, onde é usado para manter a chama dos postes acesas, permitindo que as pessoas possam passear com seus cachorros durante a noite em segurança. O projeto foi desenvolvido através do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).





As privadas também estão evoluindo e seguindo uma lógica sustentável. Nas privadas convencionais, para cada descarga, cerca de 20 litros de água vão esgoto abaixo. Mas já existem formas de se alterar esse processo de desperdício. Uma forma de evitar o desperdício é substituir a água pelo fogo. Os novos modelos vão incinerar o xixi e o cocô. Ao apertar a “descarga”, os excrementos são queimados de maneira inodora. Existe também um sistema a vácuo suga os detritos e os joga no esgoto, praticamente a seco. Por isso, consome apenas 0,8 litro de água a cada uso, 10 vezes menos que um vaso comum. A energia para produzir o vácuo vem de painéis solares.

 

fonte: Planeta Sustentável


25 de março de 2011